Mercosul e Asean afirmam que aumento do comércio é arma contra crise

Brasília, 24 nov (EFE) - O Mercosul e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) coincidiram hoje em que a cooperação e o aumento do comércio são as armas mais eficazes para enfrentar a crise financeira global nos países em desenvolvimento.

EFE |

"Promover a cooperação sul-sul é uma contribuição para chegar a um mundo multilateral e construir uma nova geografia econômica", disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao inaugurar uma reunião dos dois blocos em Brasília.

Amorim disse que este primeiro encontro entre funcionários do Mercosul e da Asean ocorre em um momento de "grandes desafios globais", entre os quais citou a crise financeira, a necessidade de garantir a segurança alimentar e energética e as ameaças ao meio ambiente.

O ministro voltou a reivindicar voz e voto para os países em desenvolvimento nos grandes fóruns internacionais, e afirmou que tanto o sudeste asiático quanto os países do Mercosul têm "direito" a um maior protagonismo no cenário mundial.

O chanceler tailandês, Sompong Amornvivat, disse em nome dos países da Asean que "a globalização pode propiciar benefícios, mas também tumultos", como a grave crise financeira internacional, contra a qual recomendou "mais e mais cooperação".

Segundo o ministro asiático, para superar as turbulências também é necessário que "se fortaleçam as economias através da busca de novos mercados" e de "uma ampliação das fronteiras comerciais".

A primeira reunião de Autoridades do Mercosul e da Asean tem por objetivo o início de conversas para o estabelecimento de um fórum de diálogo permanente entre ambos os blocos.

O Mercosul reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e a Venezuela está em processo de adesão, enquanto a Asean é integrada por Mianmar, Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Filipinas, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

O encontro termina hoje, com uma entrevista coletiva à qual comparecerão Amorim e Amornvivat, após um encontro a portas fechadas entre os funcionários presentes. EFE ed/db

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