Mercosul condena golpe militar e exige volta de Zelaya

Assunção, 28 jun (EFE).- O chefe de Estado do Paraguai, Fernando Lugo, em seu caráter de presidente temporário do Mercosul, condenou hoje o golpe militar em Honduras e anunciou que o bloco não reconhecerá nenhuma outra autoridade desse país que não seja Manuel Zelaya.

EFE |

Lugo disse que "os presidentes do Mercosul mantêm uma firme postura de condenação a qualquer evento que ponha em risco a ordem constitucional e a vontade manifestada pelo povo hondurenho em eleições livres".

Em um manifesto de seis pontos lido esta noite a jornalistas, o governante considerou como "inaceitáveis as situações de violência contra diplomatas que exercem suas funções em tal país, sob a garantia do direito internacional".

Zelaya foi detido este domingo por militares e levado contra sua vontade à Costa Rica, onde denunciou maus-tratos aos embaixadores da Nicarágua, Cuba e Venezuela em Tegucigalpa, assim como a detenção de membros de seu Gabinete.

"Exigimos o respeito irrestrito dos direitos humanos da população hondurenha e das liberdades fundamentais, assim como dos membros do Governo legítimo da república", assinala o documento.

O texto acrescenta que os países do Mercosul instruíram suas respectivas chancelarias para "articular medidas conjuntas que permitam a imediata restituição do presidente Zelaya a seu cargo como única alternativa aceitável para sanar o conflito".

Hoje, o Parlamento de Honduras destituiu Zelaya da Presidência desse país centro-americano sob a acusação de violação da Constituição.

Para o lugar de Zelaya, os legisladores designaram Roberto Micheletti, até então presidente do Congresso, que deverá entregar o cargo ao presidente que for eleito nas eleições de novembro. EFE lb/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG