Mercosul assinará acordo de comércio de serviços com o Chile

Buenos Aires, 25 jun (EFE).- O Mercosul assinará, em sua próxima cúpula, um acordo de comércio de serviços com o Chile, o primeiro deste tipo que assina com um país de fora do bloco, informaram hoje à Efe fontes oficiais.

EFE |

"É muito importante o acordo de serviços que o Mercosul vai assinar com o Chile", destacou o subsecretário de Integração Econômica do Ministério de Relações Exteriores da Argentina, Eduardo Sigal.

O bloco sul-americano, fundado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, realizará na próxima terça-feira, na cidade argentina de Tucumán (1.200 quilômetros ao noroeste de Buenos Aires), sua cúpula semestral, à qual também assistirá a presidente chilena, Michelle Bachelet.

O Mercosul e o Chile -estado associado ao bloco- assinaram em 1996 um acordo de livre-comércio, que cobre quase 100% dos intercâmbios de bens.

Os serviços ficaram excluídos desse pacto, embora com o compromisso de se negociar futuramente um acordo nesta matéria, o que finalmente deve ficar acertado na reunião de Tucumán.

Em rigor, o acordo contém as listas confeccionadas por cada um dos cinco países nas quais ficam especificados os setores de serviços em que cada país abrirá seu mercado ao outro.

Ao contrário do comércio de bens, onde os países se outorgam preferências tarifárias, no caso dos serviços o que se garante é dar tratamento nacional aos prestadores de serviços dos parceiros comerciais, e manter o "status quo" em matéria legislativa.

"Foi uma negociação complexa, pois o Brasil era o mais fechado em matéria de serviços e teve que discutir algumas restrições financeiras com o Chile", disse o diretor responsável pelo Mercosul da Chancelaria argentina, Pablo Grispun.

Entre os setores envolvidos se destacam os serviços prestados por profissionais às empresas; serviços integrados de engenharia; informática; transportes terrestres; silvicultura; correios; telecomunicações, e manutenção e operação de aeronaves e navios.

Até agora, o Mercosul não tinha assinado acordos sobre serviços com países de fora do bloco. EFE nk/gs

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