Mercados financeiros acompanham nervosos o grande dia nos EUA

Depois de um mês de outubro assombroso, os mercados financeiros prosseguiam inquietos neste sábado em meio a uma onda de más notícias econômicas e a incerteza sobre quem será o próximo inquilino da Casa Branca - uma incógnita que será solucionada na terça-feira.

AFP |

As Bolsas mundiais, um pouco reanimadas na sexta-feira, com exceção da de Tóquio, que perdeu 5,01%, e em menor medida a de São Paulo, que cedeu 0,52%, se preparam para viver uma nova semana cheia de incertezas depois de terem perdido entre 30 e 40% de seu valor desde o começo do ano.

Neste sábado, a bolsa de Riad, a primeira do mundo árabe em capitalização, fechou em alta de 6,02%. As outras praças financeiras do Golfo abrem domingo.

Nos Estados Unidos, alguns analistas não duvidam em prever que Wall Street, a principal bolsa mundial, corre o risco de reagir negativamente à chegada à Casa Branca do candidato democrata, favorável a um aumento dos impostos sobre mais-valias - que seria a tributação sobre os aumentos de valor dos bens que os contribuintes não produziram nem adquiriram para a venda; e, ao contrário, poderia festejar a de seu rival republicano.

Soma-se aos problemas nos Estados Unidos, a situação do emprego. De acordo com os dados que deverão ser esperados, o cancelamento de postos de trabalho poderá superar a cifra de um milhão em 2008, algo inédito desde 2005, pronostica o escritório Challenger, Gray e Christmas.

Isso, sem esquecer o anúncio de uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos da ordem de 0,3% no terceiro trimestre de 2008 .

bur-bds/sd

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