Mentor do 11 de Setembro e outros quatro poderão receber pena de morte

Acusados deverão comparecer dentro de 30 dias em tribunal militar de Guantánamo para serem formalmente indiciados

iG São Paulo |

AP
Khalid Sheik Mohammed é acusado de ser o mentor dos ataques do 11 de Setembro
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira acusações contra Khalid Sheikh Mohammed, acusado de orquestrar os ataques do 11 de Setembro, acrescentando que os extremistas podem receber pena de morte.

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"Se condenados, os cinco acusados poderão ser sentenciados à morte”, disse o Departamento de Defesa americano em comunicado.

Os cinco terroristas são acusados de “terrorismo, sequestro de avião, conspiração, assassinato violando a lei de guerra, ataque contra civis, ataque contra objetos civis com a intenção de causar lesões corporais graves, e destruição da propriedade violando a lei de guerra”, segundo o Departamento de Defesa americano.

Além de Mohammed, os outros acusados são Walid Muhammad Salih Mubarak Bin Attash, Ramzi Binalshibh, Ali Abdul Aziz Ali, e Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi.

Quase 3 mil mortos

Segundo as acusações, os cinco são “responsáveis por planejar e executar os ataques de 11 de Setembro em 2001 em Nova York, Washington D.C e Shanksville, na Pensilvânia, que resultaram na morte de 2.976 pessoas”, acrescentou o comunicado.

As autoridades "deferiram o caso para uma comissão militar capital” especializada em casos de pena de morte, que os assistirá em sua defesa.

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Os acusados deverão comparecer dentro de 30 dias ante um tribunal militar de exceção de Guantánamo para serem formalmente indiciados.

Inicialmente a corte militar acusou Mohammed em 2008, mas o presidente americano, Barack Obamna, ordenou que o caso fosse adiado, em meio a seus esforços para fechar o centro de detenção de Guantánamo. Incapaz de fechar o centro em base militar em Cuba, segundo a rede de TV CNN, Obama tentou levar o caso para a corte federal em Nova York em 2009, mas os planos tiveram de ser deixados de lado por questões sobre segurança.

*Com AFP e informações da CNN

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