Menos imigrantes latinos nos EUA fizeram remessas em 2008--Bird

Por Adriana Garcia WASHINGTON (Reuters) - A desaceleração econômica nos Estados Unidos e o crescente sentimento antiimigração no país fizeram com que mais de 3 milhões de imigrantes deixassem de mandar dinheiro a seus familiares na América Latina em 2008, o que afeta milhões de pessoas na região, disse na quarta-feira o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

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Espera-se que a metade dos 18,9 milhões de imigrantes adultos nos Estados Unidos envie 45,9 bilhões de dólares a seus países neste ano, apenas 500 milhões a mais do que em 2006, última vez em que se realizou uma pesquisa por Estados.

Naquele ano, 73 por cento dos imigrantes fizeram remessas regulares, contra os 50 por cento de hoje, disse o BID.

Com remessas menores, calcula-se que cerca de 10 milhões de pessoas deixem de receber ajuda na América Latina, principalmente no México, afirmou o banco.

'Provavelmente 2 milhões de famílias podem cair abaixo do nível de pobreza', disse a jornalistas Donald F. Terry, gerente geral do Fundo Multilateral de Investimentos (FOMIN), vinculado ao BID.

A incerteza em relação ao futuro, principalmente com o aumento da discriminação aos imigrantes, pode estar afetando a decisão de mandar dinheiro para casa, assim como a maior dificuldade de encontrar empregos que paguem bem, disse o pesquisador Sergio Bendixen, que realizou o estudo.

Quando o BID começou o estudo, Estado por Estado, em 2001, somente 37 por cento dos estudantes consideravam a discriminação um problema. Esse número subiu para 68 por cento na última pesquisa, afirmou Bendixen. Vinte e oito por cento dos entrevistados disse considerar voltar ao país de origem.

'Existe medo e dúvida quanto ao futuro', afirmou.

A pesquisa abordou 5 mil imigrantes adultos de origem hispânica -- quase a metade deles em situação irregular.

As maiores quedas nas remessas aconteceram nos Estados que aprovaram leis antiimigração, como a Pensilvânia, com 28 por cento menos envios; Texas, com queda de 18 por cento; e Georgia, com 17 por cento.

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