Menos crianças vão à guerra, mas problemas persistem

Por Peter Apps LONDRES (Reuters) - O número de crianças forçadas a lutar em guerras caiu, mas alguns governos e grupos armados resistem à pressão mundial contra essa prática, segundo um relatório divulgado na terça-feira.

Reuters |

A Coalizão para Parar o Uso de Crianças-Soldados disse que o número de conflitos que empregam menores caiu de 27 em 2004, ano do relatório anterior, para 17 em 2007.

A entidade diz que é impossível fazer estimativas seguras, mas que dezenas de milhares de crianças lutaram em guerras entre 2004 e 2007. Nove governos nesse período usaram menores em seus exércitos -- Mianmar, Chade, República Democrática do Congo, Somália, Sudão, Uganda, Iêmen, Israel e Grã-Bretanha, que enviou menores de 18 anos ao Iraque.

'Crianças soldados são ideais porque não se queixam, não esperam salário e, se você manda matar, elas matam', disse um oficial do Chade citado no relatório.

Em 19 países, crianças e adolescentes foram recrutados para grupos armados, sendo que em 14 países houve recrutamento por grupos ligados aos respectivos governos. Adolescentes foram usados em atentados suicidas no Afeganistão, no Iraque e nos territórios palestinos.

A maioria dos governos acusados nega o uso de crianças ou diz estar combatendo o problema.

Entre os grupos importantes acusados de usar menores como combatentes estão os Tigres da Libertação Tâmil (Sri Lanka), o Exército de Resistência do Senhor (Uganda) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, além de guerrilheiros maoístas da Índia e rebeldes da Tailândia.

Para Victoria Forbes Adam, diretora da coalizão, o direito internacional 'teve impacto limitado em deter o uso de crianças-soldados por grupos armados'.

Comandantes rebeldes de Serra Leoa e do Congo estão sendo julgados por crimes de guerra por causa disso, mas muitos outros acusados desfrutam da impunidade.

Para ler o relatório completo, em inglês, visite o site http://www.childsoldiersglobalreport.org.

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