Menino de dez anos pode ser indiciado por matar pai com tiro na cabeça

Um menino de dez anos pode ser indiciado por assassinato nos Estados Unidos, acusado de ter assassinado o pai com um tiro da cabeça.

BBC Brasil |

Alertada por um telefonema que teria sido feito pelo filho da vítima, a polícia chegou à casa de Byron Hilburn, de 42 anos, em Belen, no Estado do Novo México, e o encontrou baleado, mas ainda com vida, segundo o "Valencia County News Bulletin". Hilburn morreu pouco depois.

Segundo algumas fontes, o garoto teria dito, no telefonema, que atirou no pai porque ele era duro demais ao impor disciplina.

A polícia disse estar examinando documentos cedidos pelo serviço de assistência social do Estado, que recebeu sete telefonemas nos últimos anos indicando divergências na família, mas avaliou que as crianças não estavam sujeitas a maus tratos.

O chefe de polícia de Belen, Mike Chavez, afirmou que o menino, cujo nome não foi revelado, foi levado a um hospital para que seja avaliado seu estado mental.

Segundo a emissora de TV americana KOB, do Novo México, os vizinhos dizem que Hilburn estava criando a filha e dois filhos sozinho, e o atirador seria o filho do meio.

"É duro porque eu vou sentir muito a falta deste cara", disse a vizinha Ramona Silva à KOB. "Ele era um bom pai e um vizinho maravilhoso. Nós ficamos muito felizes quando ele se mudou para esta área há uns quatro meses."

Acredita-se que a menina, de seis anos, viu o pai sendo baleado. O irmão, de nove anos, estava visitando outros membros da família quando incidente ocorreu. Ambos estariam agora aos cuidados da mãe, em outra cidade.

Se o garoto for condenado pelo crime, a pena pode chegar a confinamento em um centro de detenção juvenil até os 21 anos de idade, disse a emissora de TV americana KRQE.

Este não é o primeiro caso no país em que uma criança é acusada de matar o pai. Em novembro, um menino de oito anos foi acusado de assassinar o pai e outro homem no Estado do Arizona.

A polícia de St. Johns, uma pequena comunidade a nordeste de Phoenix, afirmou que a criança confessou ter atirado contra seu pai e um outro homem.

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