Meningite mata 2 presos de manifestações contra resultados de eleições no Irã

Teerã, 29 jul (EFE).- Um surto de meningite surgiu nos centros penitenciários onde estão presos centenas de jovens iranianos que protestaram contra os resultados das eleições presidenciais de junho, informou hoje um jornal reformista iraniano.

EFE |

O "Etemad Meli" informou que Mohsen Ruholamini, de 24 anos, e Mohamad Kamrani, de 25, morreram nas prisões de Teerã em decorrência de meningite.

O jornal citado, próximo ao ex-candidato às eleições do dia 12 de junho, Mahdi Karrubi, afirmou que as recentes declarações de Abdulhosein Ruholamini, médico e pai de Mohsen, que também foi assessor do candidato Mohsen Rezaei nas eleições, aumentaram as preocupações dos parentes dos presos durante as manifestações em Teerã.

"O ministro da Saúde foi à minha casa para me dar os pêsames e me disse que o Ministério tinha enviado 2 mil ampolas de penicilina às prisões de Teerã durante os últimos dias", disse Roholamini, em declarações que foram publicadas em muitos sites.

O jornal iraniano apontou, além disso, que o diretor das prisões da província de Teerã, Sohrab Soleimani, tinha anunciado que os dois jovens iranianos tinham morrido supostamente em decorrência de meningite, doença que já tinham antes de serem presos.

No entanto, o médico Massoud Pezeshkian, ex-ministro da Saúde e atual membro da comissão de Saúde do Parlamento islâmico do Irã, afirmou ao "Etemad Meli" que nenhuma das duas vítimas sofria anteriormente de meningite.

"Nossa pergunta às autoridades não é se estes dois morreram por meningite ou não, nossa pergunta é onde mantiveram estes dois para que a infecção chegasse até seus cérebros", disse Pezeshkian ao jornal.

Sobre o envio de ampolas de penicilina a prisões de Teerã, Pezeshkian disse que não se trata de um gesto ilegal, no entanto, demonstra que as condições higiênicas nas prisões não são boas. EFE msh/pd

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