Menem será julgado na Argentina por tráfico de armas

BUENOS AIRES (Reuters) - O ex-presidente argentino Carlos Menem deverá ser julgado em julho por suposta participação no contrabando de armas para Equador e Croácia durante seu mandato (1989-99), segundo decisão judicial divulgada na terça-feira. A confirmação do processo se baseia em indícios de que Menem sabia que o material bélico em questão não se dirigia a Venezuela e Panamá, como foi declarado, e mesmo assim assinou os decretos autorizando a exportação de mísseis antitanque, morteiros, granadas de mão, minas terrestres e foguetes, entre outros.

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Na época, a Argentina não podia vender armas nem ao Equador, por ser garantia num processo de pacificação desse país com o Peru, depois de uma disputa territorial armada, nem para a Croácia, que estava sob embargo internacional devido ao conflito nos Bálcãs.

Menem já passou quase cinco meses preso em 2001 por causa desse mesmo processo. Ele pode ser condenado a até dez anos de prisão, mas teria o direito de cumprir a pena em casa, por causa da sua idade (77 anos).

O ex-presidente, atualmente senador pela sua província de La Rioja, deixou o governo sob muitas acusações de corrupção, depois de dois mandatos marcados por uma política econômica neoliberal.

Ele já tentou voltar ao poder duas vezes nesta década, sem sucesso.

(Reportagem de Damián Wroclavsky)

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