Menem nega-se a depor sobre corrupção e atentado terrorista

Buenos Aires, 9 mar (EFE).- O ex-presidente da Argentina Carlos Menem negou-se hoje, em um tribunal de Buenos Aires, a responder perguntas sobre suspeitas de envolvimento em irregularidades na investigação de um atentado terrorista e de corrupção na venda de um prédio público.

EFE |

Menem, presidente de 1989 a 1999, limitou-se a apresentar nos tribunais de Buenos Aires documentos escritos nos quais se declara inocente das acusações.

Ele deveria depor ao juiz federal Ariel Lijo pela suspeita de ter "obstaculizado" a investigação sobre uma possível cumplicidade da Síria no atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) de Buenos Aires, que matou 85 pessoas em julho de 1994.

Neste caso, a Justiça recolheu provas para exigir que Menem responda se ordenou o desvio de pistas relacionadas ao sírio Alberto Kanoore Edul, vinculado ao ex-diplomata iraniano Moshen Rabbani, apontado como o mentor do atentado.

Por sua vez, o juiz federal Sergio Torres o tinha intimado a depor hoje sobre a acusação de ter autorizado a venda "a um preço ínfimo" do terreno onde a Sociedade Rural Argentina construiu o prédio da Feira de Palermo, na zona norte de Buenos Aires.

Carlos Menem, de 78 anos, também é acusado de contrabandear armas ao Equador e à Croácia, entre 1991 e 1995, mas alegou razões de saúde para faltar em outubro do ano passado à primeira audiência sobre este caso, motivo pelo qual a Justiça lhe informou as acusações através de uma videoconferência.

Ele foi internado duas vezes em 2008, primeiro por pneumonia e, depois, por estresse e anemia, segundo informaram seus porta-vozes.

EFE alm/jp/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG