Menem é processado por explosão em fábrica militar que matou 7

Buenos Aires, 15 ago (EFE).- Um juiz federal iniciou um processo hoje contra o ex-presidente da Argentina Carlos Menem por dano doloso agravado por morte na explosão de um paiol - onde era guardada pólvora - de uma fábrica militar que em 1995 deixou 7 mortos e 300 feridos.

EFE |

Menem, que permanecerá em liberdade, deverá ter seus bens bloqueados - no valor de 200 mil pesos (cerca de US$ 65.360) -, como foi definido pelo juiz Oscar Valentinuzzi, informaram fontes judiciais.

Valentinuzzi investiga a explosão do paiol da estatal Fabricaciones Militares, administrada pelo Exército, na cidade de Río Tercero, a 650 quilômetros de Buenos Aires, em 3 de novembro de 1995.

Além do ex-presidente argentino, foram processados Heriberto Baeza González, ex-secretário de Planejamento para a Defesa, e o número dois da Fabricaciones Militares, Norberto Emanuel.

No entanto, por falta de provas, o juiz resolveu excluir do processo cinco militares, entre eles o antigo chefe do Exército Martín Balza, atual embaixador da Argentina na Colômbia.

Estas atuações estão vinculadas às de contrabando de armas ao Equador e à Croácia cometidas entre 1991 e 1995, durante a gestão de Menem (1989-1999), que também é processado nessa causa.

A explosão do paiol deixou sete mortos, em sua maioria funcionários da empresa, feriu 300 pessoas, obrigou a evacuação de cerca de 20 mil e destruiu centenas de casas em Río Tercero, de 343 mil habitantes, uma das maiores cidades da província de Córdoba.

As perdas foram calculadas em cerca de US$ 25 milhões sem contar os processos judiciais de indenização aos desabrigados. EFE alm/bm/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG