Menem critica julgamentos de repressores e defende indultos

Buenos Aires, 5 ago (EFE) - O ex-presidente da Argentina Carlos Menem criticou hoje os julgamentos realizados de repressores da última ditadura (1976-1983) e voltou a defender os indultos que decretou no final da década de 1980. Quando ditei o indulto, fiz para pacificar a Argentina, para terminar de fechar definitivamente as velhas feridas, como se fez em outras partes do mundo, afirmou o ex-chefe de Estado (1989-1999). Menem, hospitalizado por causa de uma infecção urinária, foi além em suas críticas ao dizer que como produto da subversão morreram na Argentina entre 1.500 e 2 mil pessoas.

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"Parecia que a subversão não era culpada. Seria preciso ver quem tem que perdoar a quem", perguntou, antes de defender o acionamento de policiais e militares no regime de fato.

Como presidente do país, Carlos Menem concedeu indulto em 1989 e 1990 tanto a líderes da ditadura quanto da guerrilha.

Os julgamentos de repressores da ditadura foram reativados depois que, em 2003, o Parlamento declarou inconstitucionais as chamadas "leis do perdão", decisão que, em 2005, também foi tomada pela Corte Suprema de Justiça.

Em julho de 2007, o máximo tribunal do país declarou inconstitucional o indulto ao general Santiago Riveros.

As declarações de Menem foram feitas no mesmo dia em que começou na província de Tucumán um julgamento por repressão dos ex-generais Antonio Bussi e Luciano Benjamín Menéndez, este último recentemente condenado à prisão perpétua no distrito de Córdoba (centro) por crimes de lesa-humanidade.

Segundo números oficiais, 18 mil pessoas desapareceram durante a última ditadura, embora as organizações de direitos humanos aumentem o número para 30 mil. EFE cw/rb/db

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