Menem afirma que concorrerá nas próximas eleições presidenciais argentinas

Buenos Aires, 3 mai (EFE).- O ex-líder argentino Carlos Menem, que governou o país entre 1989 e 1999, assegurou que concorrerá à Presidência nas eleições previstas para 2011, em declarações divulgadas hoje.

EFE |

"É uma decisão tomada, e nós estamos nos movimentando nesse sentido", afirmou Menem, de 77 anos, em entrevista publicada neste sábado pelo jornal argentino "Nueva Rioja".

O ex-chefe de Estado explicou que "a razão de sua vida é a política, sempre foi e será até o último dia, apesar das perseguições por parte de Governos constitucionais, antes militares".

"Há muita gente que está conosco, jovens e também aqueles que pertencem à minha geração", assinalou o ex-presidente, que atualmente representa a província argentina de La Rioja no Senado.

Menem desistiu de participar das últimas eleições gerais argentinas, realizadas em outubro passado, depois da derrota que obteve em agosto último nas eleições para o Governo da província de La Rioja, sua terra natal, nas quais ficou em terceiro, com 21,8% dos votos.

O ex-governante havia concorrido na disputa presidencial de 2003, quando obteve o primeiro lugar no primeiro turno, com 24,3%, contra 22% de Néstor Kirchner, mas não conseguiu evitar que a disputa fosse levada para segundo turno.

A retirada de Menem perante uma provável derrota no segundo turno fez com que Kirchner chegasse ao Governo e permanecesse à frente do país até dezembro de 2007, quando deu lugar à sua esposa, a atual governante Cristina Fernández.

Menem disse hoje que enfrenta a "perseguição dos Kirchner", e afirmou que o casal quer sua "eliminação do mundo da política".

Após finalizar seu segundo mandato em 1999, Menem teve que responder a vários processos por supostas irregularidades cometidas durante sua gestão.

O ex-chefe de Estado foi detido em 2001, após ser processado sob a acusação de formação de quadrilha para o contrabando de armas de Croácia e Equador, mas recuperou a liberdade seis meses depois, após a Corte Suprema de Justiça anular as acusações, em uma polêmica decisão.

No entanto, a Justiça argentina voltou a confirmar esta semana seu indiciamento por contrabando qualificado de armas a Equador e Croácia entre 1991 e 1995, causa pela qual deverá ser submetido a um julgamento oral e público.

Além disso, Menem deverá enfrentar outro julgamento por ocultar uma conta bancária na Suíça, entre outros bens, e por mentir em sua declaração patrimonial quando deixou o Governo, além de ser investigado em outras atuações judiciais. EFE ms/gs

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