Membros do Sendero dizem que grupo é financiado pelo tráfico

Lima, 13 ago (EFE).- Terroristas peruanos presos desde 1998 afirmaram à edução de hoje do jornal La República que o narcotráfico financia o grupo Sendero Luminoso, o que permite a este comprar armas e equipamentos.

EFE |

Abilio Mendoza, conhecido como "Moisés", e Pedro Morales, conhecido como "Jacinto", cumprem pena de 18 anos no presídio de Yanamilla, na cidade andina de Huamanga. Da prisão, eles descreveram ao "La República" a relação entre os cartéis da droga e o Sendero no vale dos rios Apurimac e Ene (Vrae).

Segundo os dois terroristas, os grupos armados da região têm lança-granadas e fuzis HK, AKM, Gallil e FAL, alguns dos quais foram roubados da Polícia peruana.

O dinheiro proveniente do tráfico também permite os rebeldes comprar equipamentos de rádio, com os quais, segundo os detentos, o Sendero intercepta as transmissões dos militares e policiais enviados à região.

"Moisés" e "Jacinto" também falaram sobre a denúncia feita pela governista Aliança Popular Revolucionária da América (APRA). Segundo o partido, o Sendero costuma usar crianças em suas operações.

"Quando cheguei (ao grupo), havia 150 crianças que foram recrutadas depois que os pais foram mortos ou que simplesmente foram levadas à força", contou "Jacinto", recrutado aos 16 anos, depois que a tia foi assassinada.

"Moisés" também foi recrutado quando tinha menos de 180 anos.

Como vários outros, foi doutrinado e treinado pelo Sendero Luminoso.

Os dois terroristas disseram ainda que o grupo armado do Vrae tem a facilidade de contar com pessoas que conhecem a região. Já os soldados e policiais geralmente enfrentam dificuldades por não saberem se locomover pela área. EFE fcg/sc

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