Membros das Farc processados por seqüestro e morte de deputados chegam a 28

Bogotá, 18 jun (EFE).- Vinte e oito supostos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo seis do comando central da organização, foram processados pelo seqüestro há seis anos de 12 deputados do sudoeste do país e o posterior assassinato de 11 deles, disseram hoje em Bogotá fontes judiciais.

EFE |

Em relatório por ocasião do cumprimento de um ano dos assassinatos, hoje, a seção da Procuradoria Geral em Cali acrescentou que 19 dos envolvidos estão detidos e os outros nove enfrentam ordens de prisão.

O preso mais destacado é "Santiago", de nome Gustavo Arbeláez Cardona, considerado o responsável pelo plano que levou ao seqüestro dos legisladores regionais, realizado em 11 de abril de 2002 pela frente urbana "Manuel Cepeda Vargas" das Farc.

Na ocasião, cerca de 40 insurgentes simulavam uma operação militar antiterrorista e fizeram reféns os políticos na sede da Assembléia do departamento (estado) de Valle del Cauca no centro de Cali, capital da província.

Levaram depois os seqüestrados a um ônibus, que acabou por se perder em meio às montanhas do leste da cidade.

Arbeláez era o suposto comandante da frente "Manuel Cepeda Vargas" e, segundo indicou a Promotoria, "foi o responsável por idealizar, preparar e executar o ataque", durante o qual os rebeldes mataram um policial.

Na lista de líderes rebeldes processados está o quase octogenário Pedro Antonio Marín ("Manuel Marulanda Vélez" ou "Tirofijo"), fundador e chefe máximo das Farc, que faleceu em 26 de março último de uma crise cardíaca, segundo o grupo insurgente.

A vinculação de "Tirofijo" se deriva do fato de as autoridades não terem tido acesso ao seu cadáver para certificar que realmente faleceu.

No entanto, na relação não aparece "Raúl Reyes", segundo líder máximo das Farc e porta-voz internacional do grupo, morto em 1º de março último depois de uma operação militar colombiana contra seu acampamento no Equador.

Segundo um comunicado divulgado pelas Farc em 28 de junho do ano passado, 11 dos 12 deputados seqüestrados em Cali morreram em 18 do mesmo mês em um fogo cruzado com um grupo armado "não identificado", e o único sobrevivente foi Sigifredo López, que na ocasião não se encontrava com os outros reféns.

No entanto, uma investigação de uma comissão legista da Organização dos Estados Americanos (OEA) informou que os corpos apresentavam marcas de vários tiros e concluiu que os deputados foram assassinados pelos guerrilheiros. EFE jgh/fr

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