Membros da Liga Árabe reiteram apoio à iniciativa saudita de paz

Amã, 11 abr (EFE).- Os ministros de Assuntos Exteriores de seis membros da Liga Árabe reiteraram hoje seu apoio à iniciativa saudita, que defende a paz em troca de territórios com Israel, para encontrar uma solução para o conflito no Oriente Médio.

EFE |

Segundo fontes oficiais, os ministros de Exteriores da Jordânia, Naser Joudeh; do Egito, Ahmed Aboul Gheit; da Arábia Saudita, Saud al-Faisal; do Catar, xeque Hamad bin Jassim al-Thani; do Líbano, Fawzi Salloukh, e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Riyad Maliki, defenderam a iniciativa árabe de paz, em reunião em Amã.

Essa proposta, lançada na cúpula árabe de Beirute de 2002 pela Arábia Saudita, estipula a normalização de laços com Israel em troca da devolução dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias (1967), ou seja, as Colinas do Golã sírios, a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.

Durante a reunião de hoje, que também teve a participação do secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, os ministros decidiram continuar se coordenando para tomar medidas unificadas, a fim de tratar com "as potências mundiais", disseram as fontes.

A reunião foi realizada para definir estratégias frente ao novo Governo israelense de direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que se opõe à criação de um Estado palestino.

O ministro de Exteriores israelense, o ultradireitista Avigdor Lieberman, declarou recentemente que seu Governo não está vinculado ao processo de paz iniciado em Annapolis (EUA) em novembro de 2007, e que as negociações com os palestinos estão em ponto morto.

Em entrevista coletiva, Joudeh disse que convidou os ministros de Exteriores a "coordenar posturas" sobre o processo de paz, perante da próxima visita do rei jordaniano, Abdullah II, aos Estados Unidos antes do fim deste mês.

"O rei Abdullah transmitirá a estratégia de paz pan-árabe ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama", disse.

Um comunicado da Casa Real jordaniana informou que o monarca pediu, durante o encontro de hoje, que sejam tomadas medidas "unificadas" e "imediatas" pelos árabes para relançar as negociações de paz com Israel, sob a fórmula de dois Estados, um palestino e outro israelense.

A nota disse que Abdullah II da Jordânia ressaltou "a importância do elemento 'tempo' no processo de negociação que deveria buscar de forma inequívoca a aplicação da solução de dois Estados, o estabelecimento de uma paz global e a recuperação de todos os direitos árabes".

Segundo o texto, esse processo deveria levar também à criação de um Estado palestino independente "em terra palestina".

O rei pediu também "uma atitude árabe unificada para poder se dirigir à comunidade mundial, especialmente aos EUA, com uma linguagem única".

Estava prevista também a presença da Síria na reunião, país que, junto ao Catar, defende uma linha mais dura frente a Israel, em contraposição com a postura de outros países considerados moderados, como Egito, Jordânia e Arábia Saudita.

No entanto, o ministro de Exteriores sírio, Walid al-Moualem, não pôde assistir ao encontro por causa de uma visita ao Irã, que tinha programado anteriormente. EFE ajm-ssa

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