Membros da Al-Qaeda fogem de prisão no Iêmen

Ao menos 12 militantes conseguem escapar por túnel de 40 metros; país mais pobre do mundo árabe, Iêmen enfrenta série de crises

iG São Paulo |

Ao menos 12 membros da rede terrorista Al-Qaeda e outros dois presos comuns fugiram nesta segunda-feira de uma prisão da cidade portuária de Áden, no sul do Iêmen, disse uma autoridade de segurança. Segundo ela, os detentos conseguiram escapar por um túnel de 40 metros de comprimento que cavaram por baixo dos muros da prisão.

Os fugitivos estavam no processo de ser julgados por assalto a banco ou pelo assassinato de autoridades de segurança. O país já teve outras fugas prisionais espetaculares. Em 2003, militantes da Al-Qaeda acusados pelo ataque contra o porta-aviões USS Cole, que matou 17 marinheiros dos EUA e deixou outros 39 feridos, escaparam da prisão de Áden.

Em 2006, 23 militantes escaparam de uma detenção na capital do país, Sanaa, incluindo Nasir al-Wahashy, que acabou por se tornar líder o líder do braço da Al-Qaeda no Iêmen. E, em junho, militantes da Al-Qaeda invadiram a prisão central na cidade de Mukalla, no sul do país, soltando 60 prisioneiros.

O Iêmen, a nação mais pobre do mundo árabe, enfrenta meses de tumultos e crise políticas em várias frentes - insurgência no norte, um movimento separatista no sul, protestos nacionais pedindo reformas e eleições livres e batalhas com armas entre diferentes facções na capital, Sanaa.

O presidente Ali Abdullah Saleh, que ficou no governo por 32 anos, concordou no mês passado em entregar seu poder ao vice e renunciar dentro de 90 dias . O acordo foi anunciado após meses de uma revolta popular inspirada nos levantes da Primavera Árabe que derrubaram governos no Egito e Tunísia .

A repressão contra a mobilização popular desencadeou várias deserções no início deste ano de soldados e oficiais que se uniram ao protesto popular. Tribos poderosas e seus milicianos armados também se voltaram contra Saleh e travaram batalhas contra suas forças.

O Iêmen também é lar da Al-Qaeda da Península Arábica, que os EUA consideram o braço mais ativo e perigoso da rede terrorista. Os militantes islamistas com vínculos com o grupo têm se aproveitado da situação instável do país para tomar o controle de grandes áreas no sul do Iêmen, com o Exército empreendendo várias batalhas com os membros da rede terroristas.

O confronto mais intenso entre o Exército e a Al-Qaeda é na cidade de Zinjibar, a capital da Província de Abyan, onde os militantes controlam boa parte da cidade. De acordo com a ONU, supostos membros da rede terrorista desalojaram 45 mil pessoas no sul do Iêmen.

*Com AP, BBC e Reuters

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