Membro do COI apóia o Rio para sede dos Jogos

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar otimista após receber, nesta quarta-feira, o apoio de um membro votante do COI (Comitê Olímpico Internacional), para a candidatura do Rio de Janeiro à sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O presidente da Organização Olímpica Desportiva Pan-americana (Odepa), o mexicano Mario Vázquez Raña, demonstrou apoio ao Brasil em um discurso na Casa Brasil em Pequim durante uma cerimônia de condecoração.

BBC Brasil |

Vázquez Raña recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Ordem do Rio Branco, grau de Gran Cruz, por promover a realização dos jogos Pan-Americanos no Rio, em 2007.

No discurso depois de receber a comenda, Vázquez Raña destacou que é importante levar os Jogos Olímpicos aos países do Caribe e a América Latina e destacou o Brasil.

"Não poderíamos deixar de comentar que definitivamente estamos próximos de decidir onde serão organizados os Jogos Olímpicos do ano de 2016", disse.

Ele afirmou ainda que a candidatura do Rio têm o apoio da América Latina e dos países do Caribe.

"Temos certeza que se os Jogos vierem a ser realizados no Brasil, serão os Jogos da América, serão os jogos da América Latina, e, por isso, desejamos de todo o coração que ganhe o Brasil", afirmou Vázquez Raña.

A Casa Brasil em Pequim é um espaço para a promoção cultural e econômica do país durante os Jogos Olímpicos.

O evento desta quarta-feira contou com a presença de nomes importantes do esporte e da política como o ex-presidente da Fifa, João Havelange, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, os ministros brasileiros do Turismo, Luiz Barreto, Esporte, Orlando Silva Junior, e o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral.

De acordo com o COI, 99 membros do comitê são aptos a votar para decidir a sede dos Jogos Olímpicos. O Brasil possui dois membros votantes do comitê.

América

"Aqui não tem justiça, tem é que ganhar (o Brasil)", afirmou Vázquez Raña à BBC Brasil, se referindo ao argumento de que a América do Sul nunca sediou uma Olimpíada.

"Eu não posso falar em nome da América do Norte. Mas posso falar da América Latina e aí inclui também os países do Caribe. Então, podemos dizer que a América Latina está 100% com o Brasil", disse no discurso.

"No entanto, precisamos destacar que se o Brasil ganhar os Jogos Olímpicos, serão Jogos para a América toda", ressaltou Rama.

O apoio aberto de Vázquez Raña tem importância especial já que muitas personalidades importantes estavam no evento, como chefes de federações esportivas internacionais, autoridades do Comitê Olímpico Brasileiro e membros votantes do COI.

A opinião destas pessoas terá peso fundamental na hora da decisão da cidade vitoriosa entre as finalistas de 2016: Rio, Tóquio, Chicago ou Madri.

"O Mario Vázquez deu sim apoio à candidatura do Rio, quando disse que é fundamental que a próxima Olimpíada seja das Américas", afirmou à BBC Brasil o ministro do Turismo, Luiz Barreto.

"Tanto é que ele reforçou o sucesso dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro em 2007", disse Barreto.

Apoio da China

Na manhã desta quarta-feira, Lula se encontrou com o presidente chinês, Hu Jintao, e falou sobre a candidatura Olímpica na tentativa de buscar apoio dos atuais anfitriões dos Jogos.

"Saí com uma sensação de que nós vamos ter o apoio da China", afirmou. "Há uma compreensão de que a América do Sul nunca teve uma Olimpíada e de que, portanto, isso deve ser levado em conta".

"Estou convencido, que pelo jeito que as coisas estão andando no Brasil, nós estaremos mais do que preparados para fazer uma Olimpíada em 2016 ", concluiu Lula.

    Leia tudo sobre: olimpíadario de janeiro

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG