Membro da ONU na Somália diz que foi bem tratado por seqüestradores

Mogadíscio, 28 ago (EFE).- O diretor em Mogadíscio do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Hassan Mohammed Ali, que foi libertado na quarta-feira na capital somali após dois meses seqüestrado, disse hoje ter sido bem tratado no cativeiro.

EFE |

"Apesar de ter tomado um tiro durante minha captura, o tratamento que os milicianos me deram foi bom. Estou muito feliz de ter recuperado minha liberdade e reencontrado minha família", disse Ali.

O funcionário da Acnur, também conhecido como Keynaan, foi libertado após extensas negociações entre sua família e os seqüestradores.

Não se sabe se ele foi posto em liberdade após o pagamento de resgate, mas caso isso tenha realmente acontecido, "os locais não costumam pagar tanto como os estrangeiros" disse à Agência Efe um antigo miliciano e seqüestrador, que se identificou apenas como Mohammed e que assegurou que já não se dedica a "essas atividades".

"Chamamos os brancos de carteiras amplas, porque eram ricos e podiam pagar muito, mas os locais são conhecidos entre nós como mordidas leves, porque não pagam tão bem", disse Mohammed, que pediu que seu sobrenome não fosse mencionado.

Desde o início do ano, cerca de 20 voluntários foram seqüestrados na Somália, junto com um casal de alemães capturados por piratas no Golfo de Áden e dois jornalistas, do Canadá e da Austrália, que desapareceram no sábado passado em Mogadíscio.

A Somália está imersa no caos político e sem um Governo efetivo desde 1991, quando foi derrubado o regime do ditador Siad Barre por um grupo de líderes tribais conhecidos como Senhores da Guerra. EFE aa/rr

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