Membro da embaixada britânica é julgado no Irã por atos contra Ahmadinejad

Teerã, 8 ago (EFE).- Um funcionário local da embaixada do Reino Unido em Teerã acusado de conspiração e espionagem compareceu hoje perante o tribunal revolucionário iraniano que julga mais de 100 pessoas acusadas de instigar e participar dos protestos registrados após as eleições presidenciais de junho.

EFE |

A presença de Hossein Rasam no banco dos réus foi qualificada de "completamente inaceitável" pelo Governo britânico.

A agência de notícias "Irna" explicou que Rasam confessou durante a audiência que o elenco da embaixada esteve presente nos protestos que explodiram após a controvertida reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, por ordem da delegação britânica.

Rasam, inscrito no escritório de assuntos políticos, foi detido em junho junto com outros oito colegas de trabalho, mas estes últimos foram libertados.

As autoridades iranianas acusaram diretamente o Reino Unido de agitar os protestos para propiciar o que denominam uma "revolução de veludo".

No início de julho, o Irã expulsou dois diplomatas do Reino Unido destinados na capital iraniana, o que gerou uma decisão recíproca do Governo britânico.

O Ministério de Assuntos Exteriores britânico confirmou em Londres que Rasam "figura entre os acusados que compareceram hoje" e qualificou isso de ação "completamente inaceitável".

"Entra em contradição direta com as garantias que tínhamos recebido dos responsáveis iranianos", acrescenta em comunicado.

Na audiência deste sábado, segunda do julgamento que começou em 1º de agosto, também compareceu a francesa Clotilde Reiss, acusada de espionagem, e uma funcionária local da embaixada da França. EFE jm/db

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