Por Alister Doyle OSLO (Reuters) - As perspectivas de um novo acordo climático da ONU em Copenhague melhoraram, mas as negociações precisam ser aceleradas para que o processo seja concluído até dezembro, disse na terça-feira o chefe do Secretariado Climático da ONU, Yvo de Boer.

Ele salientou medidas tomadas por Japão, China e Índia, entre outros, no sentido de restringir suas emissões de gases do efeito estufa ajudaram o processo da Organização das Nações Unidas (ONU) nas últimas semanas, mas lamentou a falta de progressos no âmbito do G20 (bloco de países desenvolvidos e emergentes) com relação às formas de financiar a luta contra o aquecimento global.

"A perspectiva está se abrilhantando", disse De Boer em entrevista telefônica de Manila. "Estamos avançando na direção correta - nada errado com a direção, algo a desejar em termos de ritmo."

"Estou mais confiante do que antes. Acho que o anúncio japonês é incrivelmente encorajador", disse De Boer ao evento da Reuters sobre clima e energia alternativa.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro-eleito do Japão, Yukio Hatoyama, disse ser favorável a uma redução de 25 por cento nas emissões japonesas de gases do efeito estufa até 2020, com relação aos níveis de 1990. A meta do atual governo era de uma redução de apenas 8 por cento nesse prazo.

Hatoyama afirmou, porém, que os cortes dependem de outros países industrializados também adotarem metas ambiciosas contra o aquecimento global, que segundo uma comissão científica da ONU irá provocar secas, inundações, incêndios, tempestades, epidemias e elevação do nível dos mares.

De Boer também elogiou os esforços da China, que já superou os EUA como maior emissor global de carbono, mas tem adotado medidas contra as emissões pela queima de combustíveis fósseis.

"Se eu olho o que a China já está fazendo e o que ela parece estar explorando em termos de novas ações, acho que é, para ser bastante honesto, um farol para todos nós", afirmou De Boer.

Ele afirmou ainda que a Índia, quarto maior emissor de gases do efeito estufa, atrás da Rússia, está "trabalhando duro" para cumprir suas metas de longo prazo quanto à adoção de energias renováveis, adotadas há um ano.

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