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Medvedev visita Daguestão e promete destruir mentores de atentados na Rússia

O presidente russo, Dmitri Medvedev, fez uma visita-surpresa à região do Daguestão na quinta-feira, e afirmou que o governo irá destruir os responsáveis pelos atentados suicidas que mataram pelo menos 50 pessoas nesta semana.

Reuters |


"Precisamos impor golpes afiados de adaga aos terroristas, destruí-los e destruir seus covis", disse Medvedev durante uma reunião com autoridades em Makhachkala, a capital regional, refletindo a retórica mais dura adotada pelo Kremlin contra os militantes islâmicos do norte do Cáucaso, onde ficam as turbulentas regiões do Daguestão e Chechênia.

"A lista de medidas para combater o terrorismo deve ser ampliada: deve não só ser efetiva, mas também dura, severa e preventiva. Precisamos punir", afirmou. "Arrancamos as cabeças dos bandidos mais infames, mas parece que isso não bastou. Vamos localizar todos eles no devido momento, e vamos punir todos eles, assim como fizemos com os anteriores. Só vamos agir assim."

A Rússia já travou duas guerras contra separatistas chechenos, dizendo-se vitoriosa em ambas, apesar de a violência no Cáucaso prosseguir.

Rebeldes chechenos assumiram a autoria pelo duplo atentado suicida de segunda-feira no metrô moscovita, que deixou 39 mortos, e prometeram realizar novos ataques em cidades russas.

Reuters
Doku Umarov no vídeo divulgado nesta quarta-feira

Doku Umarov no vídeo divulgado nesta quarta-feira

Em vídeo divulgado em um site rebelde, o líder separatista checheno Doku Umarov afirmou ter ordenado os ataques em vingança contra as políticas do primeiro-ministro Vladimir Putin no Cáucaso russo, região de maioria muçulmana.

Putin, que em 1999 consolidou seu poder combatendo os separatistas chechenos, disse nesta semana que os responsáveis pelo atentado no metrô serão "arrancados dos esgotos".

Entidades de direitos humanos dizem que o Kremlin nunca conseguiu resolver as causas que estão na origem da insurgência islâmica do Cáucaso. Líderes e moradores locais dizem que o fenômeno é alimentado pela pobreza, pela rivalidade entre clãs, pela corrupção desenfreada, pela difusão do islamismo e pelas táticas agressivas das autoridades.

Medvedev alertou em novembro que a escalada de tensões na região era o principal problema interno da Rússia, e na época falou sobre a necessidade de combater a pobreza e a corrupção.

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