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Medvedev toma posse na Rússia com promessa de continuar com desenvolvimento

Bernardo Suárez Indart Moscou, 7 mai (EFE).- O novo presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, prometeu hoje dar continuidade ao desenvolvimento das liberdades cívicas e econômicas no país, após uma pomposa cerimônia de posse realizada no Grande Palácio do Kremlin, em Moscou.

EFE |

"Considero como minha tarefa mais importante dar continuidade ao desenvolvimento das liberdades cívicas, e criar novas possibilidades para os cidadãos, livres e responsáveis tanto por seu êxito pessoal quanto pelo florescimento de todo o país", disse Medvedev em seu discurso de posse.

O discurso do terceiro presidente da Rússia pós-soviética, de 42 anos, foi realizado logo após prestar juramento, com a mão direita sobre um exemplar da Carta Magna do país.

"Juro respeitar e defender os direitos e liberdades do homem e do cidadão, cumprir e proteger a Constituição da Federação Russa, defender a soberania, a independência, a segurança e a integridade do Estado, servir lealmente ao povo", disse Medvedev.

O novo presidente russo ressaltou em seu discurso que o juramento feito ao povo da Rússia e os direitos e liberdades dos cidadãos "são o valor supremo" da sociedade, e "determinam o sentido e o conteúdo da gestão do Estado".

"Farei de tudo para que a segurança de nossos cidadãos esteja não apenas garantida pela lei, mas resguardada de fato pelo Estado", prometeu Medvedev.

O novo presidente pronunciou-se contra o "niilismo legal", que na sua opinião é "um obstáculo para o desenvolvimento moderno".

"A maturidade e a eficácia do sistema judiciário são condições importantes para o desenvolvimento da economia e o âmbito social, para o apoio ao empresariado e a luta contra a corrupção", acrescentou.

Medvedev teve ainda comovidas palavras de agradecimento para o agora ex-presidente Vladimir Putin, seu mentor.

"Agradeço de coração ao presidente Vladimir Vladimirovich Putin por seu invariável apoio pessoal que senti permanentemente. Estou convencido de que também será assim daqui em diante", disse o novo chefe do Kremlin.

Putin deixou de ser presidente da Rússia às 12h08 de Moscou (5h08 de Brasília), quando entregou a seu sucessor a insígnia presidencial, o atributo simbólico do poder.

Minutos antes, tinha se dirigido aos convidados da cerimônia e a todo o país, através da televisão, para destacar as conquistas da Rússia nos últimos anos.

"No trabalho houve equívocos e erros, mas conseguimos importantes resultado concretos. Pudemos avançar para uma nova vida e planejar novas tarefas, não para um mês ou um ano, mas um prazo de 20 ou 30 anos", disse Putin.

O chefe de Estado em fim de mandato disse que a posse de um novo presidente é uma "etapa responsável da constituição democrática do poder, etapa que deve ser aglutinadora de todas as regiões e forças políticas do país, da sociedade civil".

"Em geral, culminamos a renovação do poder estatal supremo, renovação desenvolvida sobre a base do estrito cumprimento da lei e dos princípios da democracia", afirmou.

Putin acrescentou: "Quando tomei posse pela primeira vez como presidente da Rússia, prometi trabalhar honesta e abertamente, servir lealmente ao povo e ao Estado. Não descumpri minha promessa".

Como estabelece a Constituição, o Governo presidido pelo primeiro-ministro Viktor Zubkov apresentou ao novo chefe do Estado a renúncia de todo o Gabinete.

Nas próximas horas, Medvedev deverá apresentar à Duma (Parlamento) a candidatura de Putin ao cargo de primeiro-ministro, proposta que, como já adiantou o presidente da Câmara Baixa, Boris Gryzlov, será votada pelos legisladores em sua sessão de amanhã.

No mesmo momento em que deixou a Presidência russa, Putin se tornou líder do partido governista Rússia Unida, que conta com uma maioria de mais de dois terços dos congressistas na Duma.

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