Medvedev propõe encontro de presidentes de Armênia e Azerbaijão na Rússia

Yerevan, 21 out (EFE) - O presidente russo, Dmitri Medvedev, propôs hoje se reunir na Rússia com os presidentes de Armênia e Azerbaijão para tentar resolver a questão do enclave de Nagorno Karabakh, região disputada por estes países desde 1988. A disposição dos presidentes armênio, Serzh Sarkizian, e azerbaijano, Ilham Aliyev, de buscar uma solução para o conflito de Nagorno Karabakh demonstra que os dois países estão em uma fase avançada das negociações, declarou Medvedev em Yerevan. A proposta do chefe do Kremlin coincide com uma iniciativa do Grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que faz a mediação do conflito e integrado por Estados Unidos, França e Rússia, que também se propôs a organizar um encontro com os dirigentes de Armênia e Azerbaijão. Medvedev destacou que conversou com Sarkizian sobre o problema de Nagorno Karabakh - enclave armênio em território do Azerbaijão - e a segurança no Cáucaso, e disse que o recente conflito entre Rússia e Geórgia pela região separatista da Ossétia do Sul confirma a necessidade de uma regra negociada. Os acontecimentos de agosto (na Geórgia) demonstraram que todo problema grave deve ser resolvido partindo dos princípios internacionais com base nas negociações. Nenhuma outra forma dará resultados positivos, manifestou o presidente russo.

EFE |

Sarkizian afirmou que a Armênia está preparada para continuar as negociações com o Azerbaijão segundo os princípios básicos de regra do conflito propostos há um ano em Madri e que, segundo ele, "permitem reconhecer o direito à autodeterminação do povo de Nagorno Karabakh".

"Estamos convencidos de que este assunto pode ser resolvido através de compromissos e negociações", disse o presidente armênio sem mencionar a postura do Azerbaijão, que propõe ampla autonomia a Nagorno Karabakh, mas rejeita sua reivindicação de independência ou união com a Armênia.

Por outra parte, Medvedev visitou em Yerevan o monumento às vítimas do genocídio de armênios pelo Império Otomano no início do século XX, onde plantou um abeto na Alameda da Memória e deixou uma mensagem no livro de visitas.

"O museu do genocídio de armênios é um testemunho da terrível tragédia do século XX, que lembra que a vida é o principal valor a ser defendido pelos povos civilizados", diz a mensagem, segundo as agências armênias.

O reconhecimento internacional do genocídio, que, segundo alguns historiadores, matou 1,5 milhão de armênios, é uma das grandes prioridades da política externa da Armênia.

O genocídio de armênios foi condenado pelos Legislativos e Executivos de vários países e pelo Parlamento Europeu, enquanto na Rússia a Duma (Câmara Baixa) condenou, em 1995, os organizadores do extermínio dos armênios. EFE at/wr/db

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