Medvedev promete reagir positivamente a fim de escudo antimíssil

PARIS (Reuters) - A Rússia pode cancelar a instalação de mísseis perto da fronteira com a Polônia caso o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, desista de criar um escudo antimísseis na Europa Central, disse o presidente Dmitry Medvedev em entrevista publicada na quinta-feira pelo jornal Le Figaro. Para Medvedev, a Rússia não tem escolha senão reagir à altura aos planos dos Estados Unidos de de instalar uma rede de mísseis e sistemas de radar perto de suas fronteiras.

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"Mas estamos prontos para abandonar esta decisão de instalar mísseis em Kaliningrado se o novo governo norte-americano, depois de analisar a real utilidade de um sistema para responder a 'Estados hostis', decidir abandonar seu sistema antimísseis", acrescentou.

"Estamos preparados para negociar uma 'opção zero'. Estamos preparados para refletir sobre um sistema de segurança global com os Estados Unidos, os países da União Européia e a Federação Russa."

Washington diz que o sistema a ser instalado na Polônia e na República Tcheca visa a proteger os EUA e seus aliados de países hostis, particularmente o Irã. Mas a Rússia vê nisso uma ameaça à sua segurança e na semana passada anunciou a intenção de instalar mísseis táticos Iskander na região de Kaliningrado, na fronteira com a Polônia.

Medvedev disse já ter conversado por telefone com Obama, e afirmou que espera encontrá-lo pessoalmente em breve.

"Esperamos criar relações francas e honestas com o novo governo e resolver problemas que não conseguimos resolver com a administração atual", disse ele.

Questionado sobre sua reação à crise financeira global, que afetou duramente o setor bancário russo, Medvedev disse que houve uma fuga de capitais da Rússia, e que são necessárias medidas para proteger bancos importantes e a poupança privada.

Há possibilidade de que o governo assuma participação em alguns bancos, como já fizeram Estados Unidos e Grã-Bretanha, mas que "a nacionalização não é a solução". Segundo ele, ações bancárias eventualmente adquiridas pelo governo deveriam ser vendidas o quanto antes.

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