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Moscou, 19 dez (EFE).- O presidente russo, Dmitri Medvedev, qualificou de bastante discretos os resultados da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15), que terminou hoje, em Copenhague, sem um acordo vinculativo.

"Há resultados, mas são bastante discretos", disse o chefe do Kremlin na cidade cazaque de Alma-Ata, ao informar sobre a conferência aos presidentes da Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Turcomenistão.

Medvedev constatou que "só no final se conseguiu pactuar uma declaração que reflita as ideias dos mais diversos países sobre como melhorar a situação ecológica no mundo e evitar os efeitos perniciosos para o clima", segundo a agência russa "Itar-Tass".

O líder russo, que discursou ontem na cúpula de Copenhague, confirmou, em seu discurso, a vontade da Rússia de reduzir em 25% suas emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2020.

A cúpula de Copenhague foi fechada hoje com um acordo de mínimos, com a oposição aberta e duras críticas de vários países como Venezuela, Nicarágua, Cuba ou Bolívia.

Em entrevista coletiva após o acordo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que trabalhará para transformar esse texto "em um tratado legalmente vinculativo em 2010".

O acordo, de caráter não vinculativo, está muito longe das expectativas geradas em torno da maior reunião sobre a mudança climática da história, e não determina objetivos de redução de gases do efeito estufa, mas limita o aumento de temperaturas a 2 graus centígrados, para evitar uma catástrofe.

O acordo também estabelece um fundo total de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para os países com mais dificuldades, a fim de que façam frente aos efeitos da mudança climática, e US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para mitigação e adaptação. EFE si/an

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