Medvedev faz visita surpresa à instável república do Daguestão

Moscou, 9 jun (EFE).- O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, chegou hoje à república russa do Daguestão, vizinha à Chechênia, em uma visita surpresa que tem como foco discutir a instável situação de segurança na região.

EFE |

Medvedev preside hoje na capital do Daguestão, Mahatchkala, uma reunião do Conselho de Segurança em que discutirá a ameaça do terrorismo e do crime organizado nessa república e no Cáucaso em geral.

Às vésperas de viajar ao Cáucaso, o líder russo se reuniu com o diretor do serviço secreto russo (FSB, antiga KGB), Aleksandr Bortnikov, que informou que a situação é "complicada, mas controlável".

"O FSB e o Ministério do Interior conduzem as atividades necessárias para localizar os grupos armados", disse Bortnikov, que reconheceu um aumento dos atos terroristas e subversivos no Daguestão.

Em 5 de junho, o chefe do Ministério do Interior regional, Adilgueréi Magomedtaguírov, foi assassinado a tiros em Mahatchkala.

A visita de Medvedev ao Daguestão acontece no dia seguinte que foi informado sobre a possível morte do líder da guerrilha separatista chechena, Dokú Umárov, durante uma operação antiterrorista no Cáucaso Norte.

O líder guerrilheiro, que assumiu oficialmente essa função em 2006, tinha rejeitado a oferta de rendição e anistia feita pelo Kremlin após a morte do comandante da guerrilha e considerado "terrorista número um" da Rússia, Shamil Basayev.

O Comitê Nacional Antiterrorista da Rússia pôs fim em abril passado ao regime de operação antiterrorista vigente há dez anos na Chechênia, cenário de um dos conflitos separatistas mais sangrentos da virada de século.

Enquanto a situação na Chechênia parece ter se normalizado, as vizinhas Daguestão e Inguchétia se tornaram nos últimos meses palco de vários ataques contra policiais e militares que as autoridades atribuem a extremistas islâmicos e às máfias locais.

Segundo o Ministério do Interior russo, nos últimos quatro anos no Daguestão morreram mais de 200 policiais em atentados e tiroteios. EFE io/rr

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