Moscou, 30 mar (EFE).- O presidente russo, Dmitri Medvedev, exigiu hoje que o Governo do país proporcione melhores condições na região do Cáucaso Norte para que a população tenha uma alternativa às armas e a guerrilha não possa recrutar jovens para suas fileiras.

Medvedev se reuniu com Ela Panfilova, chefe da comissão para a promoção da sociedade civil e dos direitos humanos, para falar da situação no Cáucaso russo.

Segundo as forças de segurança, de lá vieram as terroristas suicidas que cometeram os atentados contra o metrô de Moscou ontem.

"O povo quer uma vida normal. A tarefa das autoridades federais e das da região do Cáucaso é criar essas condições", sem abandonar a guerra contra o terrorismo, declarou Medvedev.

Segundo o presidente russo, "só assim os que quiserem organizar sua vida de outra forma, para viver sem cometer crimes, poderão adaptar-se à vida moderna normal".

"É uma tarefa mais complicada do que buscar e exterminar terroristas e acabar com criminosos. Já aprendemos a fazer isso nos últimos anos. Exterminamos os terroristas e vamos continuar fazendo-o", assegurou Medvedev.

Tirar o Cáucaso de seu atraso secular sem abandonar a luta antiterrorista é, segundo Medvedev, "uma dupla tarefa cuja solução permitirá alcançar o progresso e garantir o desenvolvimento do Estado russo".

Panfilova, que acaba de retornar do norte do Cáucaso, assegurou ao presidente que a vida nessa instável região está se normalizando, mas que "ainda há enormes problemas", entre os quais mencionou os abusos das forças da ordem durante a campanha antiterrorista.

"Nossa tarefa é fazer com que a luta contra o terrorismo se dê de forma transparente e sem violar a lei, para que não afete pessoas inocentes", apontou a ativista.

Após os atentados no metrô de Moscou, que segundo os últimos relatórios oficiais deixaram 39 mortos e 73 feridos, Medvedev pediu que as forças de segurança "continuem com a luta contra os terroristas", mas "sem violar os direitos dos cidadãos". EFE si/bba

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