Medvedev estuda resposta a acordo Washington-Praga sobre escudo antimísseis

O presidente russo Dimitri Medvedev lamentou nesta quarta-feira a assinatura na véspera do acordo entre os Estados Unidos e a República Theca sobre o escudo antimísseis e afirmou que seu país não vai reagir com histeria e sim refletir em sua resposta, com possíveis contramedidas.

AFP |

"A assinatura deste acordo nos incomoda muito", declarou Medvedev durante uma coletiva de imprensa ao término da reunião de cúpula do G8. Ele disse ter tratado s sobre a questão com seus colegas.

"A Rússia não se deixará levar pela histeria, mas refletira em suas medidas de resposta", enfatizou.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e seu colega tcheco, Karel Schwarzenberg, assinaram nesta terça-feira em Praga um acordo bilateral para a construção de um sistema de defesa antimísseis, afirmando que se trata de um avanço para a segurança mundial, apesar da enérgica oposição russa.

Este acordo permite a instalação de uma estação de radar em território tcheco como parte de um escudo que os Estados Unidos consideram necessário para prevenir ataques potenciais de países como o Irã.

Os Estados Unidos querem que este radar seja conectado a um sistema de interceptação de mísseis na vizinha Polônia, embora até agora as negociações para sua construção estejam entravadas, uma vez que os poloneses exigem garantias adicionais de segurança.

A Rússia considera o plano uma ameaça à própria segurança, apesar das afirmações americanas.

Em outras ocasiões, os Estados Unidos sugeriram que dirigentes russos pudessem inspecionar as instalações antimísseis, sempre que a República Tcheca e a Polônia estivessem de acordo.

A Otan aprovou a construção do sistema de defesa antimísseis americano durante sua cúpula de abril em Bucareste.

Imediatamente a Rússia reagiu à assinatura do acordo ameaçando adotar "técnicas militares" contra a eventual mobilização de um sistema de defesa antimíssil americano perto de suas fronteiras, segundo comunicado do ministério dos Assuntos Estrangeiros.

"Sim, perto de nossas fronteiras, está começando a ser instalado um verdadeiro sistema de defesa antimíssil estratégico americano, então nós seremos obrigados a reagir não mais de modo diplomático, mas por técnicas militares", destacou a nota.

Em julho de 2007, Moscou havia brandido a ameaça de mobilizar mísseis no encrave de Kaliningrad, situado entre a Polônia e a Lituânia, se os Estados Unidos não aceitassem suas propostas.

A Rússia ofereceu na época, em lugar do projeto americano de construir um sistema antimíssil na Polônia e na República Tcheca, partilhar com os Estados Unidos uma estação radar no Azerbaijão.

afp/cn

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