Medvedev e Lukashenko discutem construção de 1ª usina nuclear bielorrussa

Moscou, 27 ago (EFE).- Os presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e de Belarus, Aleksandr Lukashenko, conversaram hoje em uma reunião informal no balneário russo de Sochi, no Mar Negro, sobre a construção da primeira usina nuclear bielorrussa.

EFE |

"Houve avanços e aproximação de posturas sobre o tema. Este assunto está sendo discutido ativamente", assegurou Serguei Prikhodko, assessor do Kremlin, segundo a agência "Interfax".

Prikhodko afimrou que a corporação nuclear russa Rosatom e sua equivalente bielorrussa receberão em breve o sinal verde para iniciar as obras.

"Ambos os presidentes prometeram que ordenarão a seus respectivos Governos para que façam reuniões sobre cooperação econômica e financeira", acrescentou.

Há alguns meses, Minsk pediu a Moscou um crédito de US$ 9 bilhões para a construção da usina nuclear, assunto que não foi abordado durante a reunião informal de hoje, segundo Prikhodko.

As autoridades bielorrussas anunciaram no começo do ano que as duas partes assinariam em 2009 um acordo intergovernamental para a construção da usina em uma das áreas mais afetadas pela radiação desprendida da usina de Chernobil (1986).

O Ministério da Energia bielo-russo, Nikolai Grusha, disse que seu país não tem "alternativa" a não ser construir a usina a partir do final do ano para satisfazer suas necessidades energéticas, após o aumento das tarifas sobre o gás por parte do consórcio russo Gazprom.

Belarus já assinou um contrato com a Ucrânia para o projeto da usina, que terá capacidade para gerar dois mil megawatts e cujo primeiro bloco deve começar a operar em 2016.

A usina produzirá 30% de toda a energia elétrica gerada e consumida em Belarus, a última economia planificada da Europa.

O Governo bielorrusso anunciou no final de 2008 que a usina ficaria na região de Grodno, uma das mais afetadas pela nuvem radioativa desprendida pelo acidente nuclear de Chernobil, na Ucrânia, o maior da história.

A oposição local é contra a construção de usinas atômicas na Belarus, já que 23% do território nacional foi contaminado por radiação procedente de Chernobil.

Segundo os números oficiais, mais de 1,7 milhões de bielorrussos (360 mil crianças), cerca de 20% da população, ainda sofrem as consequências da radiação de Chernobil, situada a apenas 25 quilômetros da fronteira entre Ucrânia e Belarus. EFE io/bba

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