Moscou, 17 jun (EFE).- O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e seu colega da China, Hu Jintao, insistiram hoje em uma solução exclusivamente diplomática para lidar com os programas nucleares de Coreia do Norte e Irã.

"Os dois presidentes defenderam a pronta retomada das negociações de seis lados" para a solução da crise nuclear norte-coreana, diz a declaração conjunta divulgada ao término da reunião entre Hu e Medvedev.

O documento pede para que todos os participantes das negociações multilaterais "cumpram com as obrigações contraídas na declaração de Pequim" de fevereiro de 2005, na qual Pyongyang se comprometeu a suspender seu programa nuclear em troca de ajuda econômica e fornecimento de energia.

Além disso, os dois chefes de Estado "expressaram sua séria preocupação pela situação na Península Coreana e sublinharam que a resolução 1874 adotada pelo Conselho de Segurança da ONU procura fortalecer a regra político-diplomática do conflito".

"Rússia e China se mostram dispostos a contribuir para uma redução da tensão no nordeste da Ásia e defendem continuar com os esforços de todas as partes para regular o conflito por meios pacíficos", afirma o texto.

Quanto ao programa nuclear iraniano, o documento assinala que "Rússia e China destacam que a conciliação em torno dessa questão só é possível por métodos político-diplomáticos".

"É necessário recuperar a confiança da comunidade internacional no caráter exclusivamente pacífico do programa nuclear iraniano", aponta o texto.

Moscou e Pequim pedem para que "prossigam os esforços rumo ao começo do processo negociador com o Irã a fim de encontrar uma solução aceitável para a questão nuclear iraniano".

Rússia e China sempre se opuseram ao isolamento de Coreia do Norte e Irã devido a suas ambições nucleares, algo que o Ocidente considera como uma ameaça para a segurança mundial.

Medvedev e Hu se reuniram ontem com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, durante um fórum regional na Rússia no qual o parabenizaram por sua reeleição, denunciada como fraudulenta por opositoras e alvo de protestos em território iraniano. EFE io/bba

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