Medvedev diz que UE não entende ações russas na Geórgia

Moscou, 2 set (EFE).- O presidente russo, Dmitri Medvedev, lamentou hoje que a União Européia (UE) não entenda os motivos da Rússia de suas operações militares contra a Geórgia e seu posterior reconhecimento da independência da Ossétia do Sul e da Abkházia.

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"É lamentável que, de todas as formas, não haja um pleno entendimento de quais foram os motivos dos dirigentes russos", declarou Medvedev em uma entrevista ao canal de televisão "Euronews", segundo informações do Kremlin em comunicado.

Para Medvedev, essa falta de compreensão por parte de Bruxelas é "triste, mas não fatal".

Ao mesmo tempo, ele comemorou o fato de a UE não ter imposto sanções contra a Rússia, mesmo com a solicitação de alguns países-membros, postura que qualificou de "racional" e "realista".

O chefe de Estado russo considerou que o "isolamento" de seu país é "impossível", e defendeu a reforma da atual "arquitetura de segurança" em nível mundial.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse em coletiva de imprensa em Tashkent, capital do Uzbequistão, que durante a cúpula extraordinária da UE em Bruxelas surgiram "propostas radicais", mas, segundo ele, "o bom senso prevaleceu".

Segundo Putin, os líderes europeus não abordaram a agressão militar georgiana contra a Ossétia do Sul nem expressaram seu "pesar" pelas vítimas dessa agressão, mas apenas acusaram a Rússia de reagir de "maneira desproporcional".

"A Rússia já não possui tropas em território da Geórgia. Só há tropas de pacificação. Encontram-se na zona de segurança. Além disso, não aumentou seu número: eram 500 e agora há menos", afirmou.

Putin disse ainda que a Rússia se encarregou da adoção de medidas adicionais de segurança, segundo um dos pontos do acordo de cessar-fogo e de recuo de tropas assinado pelo presidente russo e pelo chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy.

Putin reconheceu que há presença de tropas russas "não muito longe de Poti", o principal porto georgiano no Mar Negro.

Após a ação militar russa no território georgiano da Ossétia do Sul, a UE condenou a "reação desproporcional" da Rússia e qualificou de "inaceitável" a decisão do país de reconhecer as independências unilaterais desta região e da Abkházia.

Além disso, insistiu na imediata retirada das tropas russas do território georgiano administrado por Tbilisi. EFE io/ab/rr

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