Medvedev diz que Rússia não vai tolerar ações contra suas forças de paz

Moscou, 21 jun (EFE).- O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou hoje que Moscou não vai tolerar ações contra suas forças de paz posicionadas na Geórgia, embora tenha descartado utilizar formas de pressão sobre o país vizinho.

EFE |

O chefe do Kremlin fez esta declaração ao responder um estudante da faculdade de Direito da Universidade de São Petersburgo sobre os quatro soldados das forças de paz russas detidos pela Geórgia na terça-feira na zona do conflito envolvendo a região da Abkházia.

"Não permitiremos condutas semelhantes em relação às forças de paz russas. Elas estão no território da Geórgia em conformidade com acordos internacionais e têm um comportamento digno", disse Medvedev, cujas declarações foram reproduzidas pela agência oficial russa "Itar-Tass".

Ao mesmo tempo, o chefe de Estado descartou a adoção de formas de pressão em suas relações com a Geórgia, prejudicadas pelos conflitos separatistas nas regiões georgianas pró-russas da Abkházia e Ossétia do Sul.

"A Geórgia é um país próximo. Existem diferenças, mas vamos resolvê-las mediante negociações bilaterais", disse Medvedev, segundo quem "é inadmissível falar de formas de pressão" mesmo as relações entre os dois países não estando em sua melhor fase.

Os militares russos, que foram libertados em poucas horas, foram detidos perto da cidade georgiana de Zugdidi, quando transportavam 35 caixas com munição de sua base na Abkházia até um paiol no povoado de Urta, na Geórgia ocidental.

Segundo a parte georgiana, a Polícia local intercedeu porque o transporte das caixas de munição não foi combinado previamente com a Geórgia, como é exigido pelos acordos de 1994.

A Abkházia, região situada no noroeste da Geórgia e que faz fronteira com a Rússia, se separou do Estado georgiano no início da década de 90, após uma sangrenta guerra civil.

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, defende a substituição das forças de paz russas por efetivos da União Européia (UE).

A postura de Saakashvili tem o apoio da própria UE e da Organização dos Tratados do Atlântico Norte (Otan). EFE bsi/bm/sc

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