Medvedev cria comissão para investigar queda de avião; mortos chegam a 88

Moscou, 14 set (EFE).- O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, ordenou hoje a imediata criação de uma comissão para investigar as causas do acidente aéreo que matou 88 pessoas na cidade russa de Perm, próxima aos Montes Urais.

EFE |

Segundo o Ministério de Situações de Emergência, a tragédia aconteceu a algumas centenas de metros do aeroporto local, quando o piloto de um Boeing-737 da companhia aérea russa Aeroflot perdeu controle da aeronave durante manobras de aterrissagem.

O escolhido por Medvedev para comandar as investigações da tragédia é o ministro de Transportes do país, Igor Levitin, que nas próximas horas estará pessoalmente em Perm, que tem um milhão de habitantes.

A porta-voz do Ministério de Situações de Emergência, Irina Andrianova, disse que os restos do aparelho ficaram espalhados por um raio de quatro quilômetros.

"O avião caiu junto às ruas Sovietskaya Armia e Torpinski, no distrito Industrialni, de Perm. Pelo visto, os pilotos tentaram evitar um choque com as casas" próximas, disse a funcionária.

Um dos moradores da região declarou à rede de TV "Vesti" que, quando caiu, "o avião parecia um cometa incandescente".

Embora não tenha atingido nenhuma residência, o aparelho, em operação desde 1992, caiu sobre uma linha de trem, inutilizando 500 metros de ferrovia e obrigando a suspensão do serviço entre Yekaterimburgo e Perm.

"O tráfego no trecho foi suspenso por tempo indeterminado. Todos os trens que se dirigem do oeste do país para a Sibéria e o extremo oriente tiveram que modificar suas rotas", disse um porta-voz da Polícia à agência oficial "RIA Novosti".

Horas depois do acidente, no começo da manhã, as equipes de resgate encontraram as duas caixas-pretas da aeronave, que provavelmente serão enviadas a Moscou para análise.

Fontes da Polícia citadas pela "RIA Novosti" disseram que o acidente pode ter sido provocado por um incêndio em uma das duas turbinas do Boeing-737, que havia partido de Moscou.

De acordo com essa versão, ainda não confirmada, os pilotos do avião teriam tentado efetuar um pouso de emergência.

As autoridades já sabem que o último contato com a torre de controle foi à 1h12 (18h12 de sábado em Brasília), quando o aparelho voava a mais de mil metros de altitude.

Em nota, a Aeroflot informou que o avião, antes explorado pela companhia chinesa Xiamen Airlines, entrou para sua frota em julho, depois de ter passado por todas as revisões técnicas correspondentes.

Segundo a empresa, a bordo do avião estavam seis tripulantes e 82 passageiros, sete deles crianças e 21, estrangeiros: nove azerbaijanos, cinco ucranianos, um francês, um sueco, um americano, um letão, um alemão, um turco e um italiano.

Aparentemente, três pessoas que compraram passagens para o vôo não chegaram a tempo para o embarque.

Em declaração à agência oficial "Itar-Tass", a Boeing se disse disposta a colaborar com a investigação do acidente.

O prefeito de Perm, Oleg Chirkurov, disse que o reconhecimento das vítimas será "complexo".

Mais de mil de pessoas, entre peritos, bombeiros e voluntários participam dos trabalhos de resgate.

A Aeroflot, que fretou um avião só para levar os familiares dos mortos ao local do acidente, já antecipou que pagará indenizações de até 2 milhões de rublos (60 mil euros). EFE bsi/sc

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