Medvedev chega a Cuba visando aumento de relações bilaterais

HAVANA - O presidente russo, Dmitri Medvedev, chegou nesta quinta-feira a Havana para ratificar com seu colega cubano, Raúl Castro, um aumento das relações bilaterais até um nível inédito desde o fim da União Soviética.

EFE |

Em 2007, o comércio entre os dois países chegou a US$ 360 milhões e fontes russas calculam que chegará a US$ 400 milhões neste ano.

O avião que levou Medvedev de Caracas a Havana aterrissou no aeroporto José Martí às 15h45 locais (18h45 de Brasília), quase duas horas depois do anunciado, quando ele foi recebido pelo vice-presidente cubano Ricardo Cabrisas.

Não há previsão oficial de reunião com o ex-ditador Fidel Castro, que passou o cargo ao irmão Raúl em fevereiro por motivo de saúde, mas esta possibilidade não pode ser descartada, visto que vários outros governantes estrangeiros o visitaram sem que houvesse previsão anterior.

Medvedev termina em Cuba sua primeira viagem latino-americana, após visitar Peru, Brasil e Venezuela, desde sexta-feira, 21.

À noite, ele visitará a primeira catedral ortodoxa russa em Havana, inaugurada recentemente.

Amanhã, concluirá a agenda no mausoléu dedicado ao "Soldado Internacionalista Soviético".

Segundo fontes russas, Mevdeved tem intenção de repousar depois no balneário turístico de Varadero, a 200 quilômetros ao leste de Havana, o que dependerá das condições do tempo.

Esta é a quarta visita de um líder do Kremlin a Cuba e, apesar de a União Soviética ter sido a principal provedora de Cuba durante a Guerra Fria, durante este período somente Leonidas Breznev, em 1974, esteve na ilha.

A segunda visita de um dirigente soviético ocorreu já durante a abertura do regime, com Mikhail Gorbatchov, em 1989.

Com a visita de Medvedev, a Rússia pós-soviética já empata o número de visitas oficiais a Cuba, sendo a primeira com Vladimir Putin, em 2000.

Diplomatas russos em Havana disseram que há projetos para que empresas petrolíferas da Rússia participem de perfurações em águas profundas cubanas do Golfo do México, pelas quais o Brasil também manifestou interesse.

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