Medvedev chega à China para visita oficial

Pequim, 23 mai (EFE).- O presidente russo, Dmitri Medvedev, chegou hoje a Pequim, dentro de sua primeira viagem ao exterior após assumir o poder, com uma agenda centrada na cooperação energética e militar, e na qual os dois países apresentarão sua visão sobre a nova ordem mundial.

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Procedente da ex-república soviética do Cazaquistão, o sucessor de Vladimir Putin se reunirá durante seus dois dias de visita com os principais líderes chineses, em um momento em que o país está inteiramente voltado às tarefas de ajuda e reconstrução após o terremoto da província sudoeste de Sichuan.

A Rússia foi um dos primeiros países autorizados pela China a participar destas tarefas, e logo após o tremor, registrado no último dia 12, equipes de especialistas em resgate e médicos russos chegaram a Sichuan.

O novo presidente russo chega acompanhado de uma grande delegação de altos funcionários, entre eles o ministro da Energia, Serguei Shmatko, e empresários.

As relações dos dois antigos rivais atravessam nos últimos anos um de seus melhores momentos, com excelentes laços políticos, mas ainda com um enorme potencial de desenvolvimento, sobretudo nos vínculos energéticos.

O sedento mercado chinês é ainda terreno não explorado em toda a sua extensão pelo abundante gás e cru russo, embora existam ainda divergências entre os dois países, sobretudo no que diz respeito ao preço do gás, uma disputa que não parece ter solução durante esta visita.

No entanto, o embaixador russo na China, Serguei Razov, afirmou que existe durante a visita "uma grande possibilidade" de um acordo bilateral sobre cooperação nuclear.

A visita do novo presidente russo, de 42 anos, servirá também para que os dois países mostrem ao mundo sua semelhante visão sobre a nova ordem mundial, que não contempla os Estados Unidos como potência hegemônica.

"Será assinado um comunicado conjunto sobre assuntos internacionais. Ele fornecerá muitas respostas e extensas explicações sobre assuntos relevantes que mostrarão a posição de China e Rússia sobre a nova ordem mundial, a segurança mundial, e os novos desafios e ameaças", disse na terça-feira Razov. EFE cg/mh

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