Moscou, 24 ago (EFE).- O presidente russo, Dmitri Medvedev, reconheceu hoje o atraso tecnológico da Rússia com relação ao Ocidente, mas negou que a indústria nacional esteja à beira do colapso.

Medvedev afirmou que o acidente na usina hidroelétrica de Sayano-Shúshenskaya, que deixou 69 mortos e 6 desaparecidos, gerou "comentários apocalípticos" no país e no exterior sobre o suposto "começo do fim tecnológico da Rússia".

O presidente rejeitou as hipóteses de que o atraso tecnológico na Rússia a transforme em uma possível "Chernobil do século XXI", em alusão à maior catástrofe nuclear da história, ocorrida em 1986, na usina atômica ucraniana.

"Todos entendemos que, apesar da gravidade do ocorrido (na central hidroelétrica siberiana) e das mortes, tudo isso é uma mentira", disse.

Mas admitiu que "uma coisa há de verdade em tudo isso: nosso país está muito atrasado tecnologicamente", segundo a agência oficial "Itar-Tass".

"O problema não é essa dramática catástrofe (na usina de Sayano-Shúshenskaya), mas realmente estarmos muito atrasados. E, se não superarmos esse desafio, todas as ameaças que são mencionadas agora podem se transformar em realidade", acrescentou.

O acidente afetou o abastecimento de eletricidade a indústrias siberianas e causou um derramamento de 40 toneladas de óleo, que já matou mais de 400 toneladas de trutas em duas fazendas criadoras de peixe. EFE se/pd

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