Medo de atentado volta à Holanda, após prisão de 7 suspeitos

Haia, 13 mar (EFE).- Disparou na Holanda o alarme contra ataques terroristas, após a prisão de sete suspeitos deste tipo de ação, entre eles um parente de Jamal Ahmidan, conhecido como o Chinês, um dos autores do atentado que matou 191 pessoas há cinco anos em Madri.

EFE |

Seis homens e uma mulher, todos marroquinos e com idades entre 19 e 64 anos, foram detidos ontem à noite pela polícia holandesa, suspeitos de estar preparando um atentado a um importante centro comercial da capital Amsterdã.

O jornal holandês "De Telegraaf" publica hoje que Ahmidan é o único dos autores mortos do atentado de Madri, cometido em 11 de março de 2004, que tinha família em Amsterdã, embora a identidade do suspeito e seu grau de parentesco com o "Chinês" não tenham sido divulgados.

Os sete detidos continuam na prisão preventiva e ainda não se sabe quando serão levados ao tribunal.

A Holanda, onde há quase um milhão de muçulmanos, dentre uma população de 16 milhões de pessoas, enfrentou recentemente acusações de país antimuçulmano devido ao deputado Geert Wilders, que, em março do ano passado, publicou na internet o curta-metragem "Fitna", relacionando o islã ao terrorismo e, por consequência, ao nazismo.

Não é a primeira vez que a Holanda vive sob a ameaça terrorista, já que no país opera uma célula de terrorismo islâmico, conhecida como "Hofstad".

No ano passado, 14 suspeitos de integrar este grupo foram absolvidos por falta de provas.

O Ministério Público os acusava de cometer atentados contra prédios públicos e políticos holandeses e de pertencer a um grupo chefiado pelo holandês-marroquino Mohammed Bouyeri, condenado à prisão perpétua pelo assassinato, em 2004, do cineasta Theo Van Gogh.

Amsterdã recupera hoje lentamente a normalidade, após a operação policial de ontem.

Tudo começou quando a Polícia holandesa foi alertada, na noite da quarta para quinta-feira, de uma ameaça terrorista contra o centro comercial Arena Boulevard.

O alerta foi dado por telefone celular, da capital belga Bruxelas, informando que três homens colocariam explosivos no local com a intenção de matar o maior número de pessoas.

O informante especificou os nomes tanto dos supostos terroristas quanto dos estabelecimentos onde seriam feitos os atentados, um deles o movimentado loja de departamentos Ikea.

Os serviços de inteligência holandeses notaram que um dos nomes coincidia com um dos autores do atentado em Madri, o que levou as autoridades a fechar o centro comercial e iniciar a investigação, ainda em curso.

Um show do grupo americano The Killers, que tocaria no Heineken Music Hall, próximo ao centro comercial ameaçado, também teve que ser cancelado.

Na manhã de hoje, as lojas do Arena Boulevard abriram suas portas, mas sob vigilância policial, inclusive com um helicóptero que sobrevoa a área permanentemente.

O prefeito de Amsterdã, Job Cohen, declarou na emissora pública "Radio 1" que reduziu o nível de ameaça real, mas que, como a investigação ainda não terminou, pode haver novas prisões.

Todos os sete presos estavam em Amsterdã, mas algumas casas também foram revistadas em Bruxelas, sem que fossem encontrados explosivos nelas.

Há meses, a Holanda vive em um nível de alerta terrorista "substancial", o que significa que existe o risco real de que ocorra um atentado. EFE mr/jp/ma

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