Por Linda Sieg TÓQUIO (Reuters) - O impopular primeiro-ministro japonês, Taro Aso, disse neste domingo que a aprovação de leis que retirem a economia da recessão ganhou prioridade em relação à convocação antecipada de eleições.

Pesquisas indicam que o bloco governista poderia ser derrotado nas urnas.

Nacionalista declarado e fã de mangás, Aso foi escolhido no mês de setembro por seu partido, o Democrático Liberal (PDL), há longo tempo no poder, para conquistar o eleitorado antes da eleição da poderosa Câmara Baixa do Parlamento, que deve ser realizada até setembro de 2009.

Mas sua popularidade caiu abaixo de 20 por cento, de acordo com uma pesquisa realizada no fim do ano passado, num momento em que o primeiro-ministro --famoso por suas gafes-- luta para manter o controle de seu bloco governista em meio à crescente escassez mundial de crédito e um aumento cada vez maior de falências e demissões.

Pesquisas recentes também mostram que mais eleitores pretendem na próxima eleição votar na principal legenda oposicionista, o Partido Democrático, o que aumenta a perspectiva de o conservador PDL, que governou o país na maior parte das últimas cinco décadas, ser desalojado do poder, bem como seu aliado minoritário, o Partido Novo Komeito.

O Partido Democrata, formado por ex-parlamentares do PDL, ex-socialistas e jovens conservadores, qualifica as políticas de Aso de simples curativo para o Japão, a segunda maior economia do mundo, e argumenta que pode reviver a economia realocando recursos sem mais custos.

Ao lhe perguntarem sobre a época para a nova eleição para a Câmara, Aso disse em uma entrevista coletiva à imprensa: "Está claro que precisamos ser rápidos com as medidas econômicas. É importante pôr rapidamente em prática o orçamento e leis relevantes. Antes disso, não estou pensando em convocar uma eleição".

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