Médicos sicilianos mantinham 51 mil mortos em listas de pacientes

ROMA - Os médicos da ilha italiana da Sicília mantinham mais de 51 mil mortos, alguns há 35 anos, em suas listas de pacientes e cobravam para atendê-los. A fraude custou 14 milhões de euros ao Estado, informa a imprensa local.

EFE |

A Guarda de Finanças italiana, que cuida da parte tributária, descobriu a fraude no serviço de saúde nacional após alguns meses de controle na província da Sicília.

O total de mortos "atendidos" pelos médicos era de 51,287 mil, pelos quais continuavam recebendo uma quantia mensal. As investigações devem continuar para identificar os responsáveis da fraude.

A saúde siciliana custa aos cofres públicos 8 bilhões de euros e, em 2007, o déficit no setor alcançava 1 bilhão de euros.

O deputado Nino Minardo, do partido Povo da Liberdade (PDL), apresentará na segunda-feira uma interpelação urgente ao ministro da Saúde italiano, Maurizio Sacconi, sobre a situação na Sicília e em outras regiões da Itália.

"É preciso saber se este fato, que dá uma imagem péssima à ilha, afeta outras regiões. Se fosse descoberto que, em outras regiões da Itália, os médicos reebem indenizações por pacientes mortos, o dano ao orçamento seria enorme e o caso seria clamoroso", afirma a imprensa local.

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