Bruxelas - A seção da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Bélgica admitiu hoje, após a libertação de quatro voluntários no Sudão, que devido à situação degradada em matéria de segurança não se sabe se poderá manter seus projetos em Darfur.

"Estamos enormemente aliviados e felizes de saber que nossos companheiros estão em bom estado (de saúde) e fora de perigo", declarou o diretor-geral da seção belga da MSF, Christopher Stokes, que, no entanto, duvida da continuidade das atividades no país africano.

Para ele, este incidente "representa uma escalada da insegurança que enfrentam os trabalhadores humanitários em Darfur", por isso a MSF "se viu obrigada a reduzir consideravelmente seus projetos médicos na região".

Esta retirada "nos entristece enormemente, porque mantínhamos as únicas equipes médicas em diversas áreas onde as necessidades da população são imensas", disse.

Por isso, ressaltou a "indignação por um sequestro que significa uma violação de tudo o que representa" a organização, e lembrou que "reter pela força trabalhadores humanitários põe em perigo a ajuda aos mais vulneráveis".

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