Médicos Sem Fronteira criticam falta de abrigo no Haiti

Por Matthew Bigg PORTO PRÍINCIPE (Reuters) - Quase dois meses depois do terremoto no Haiti, um chocante número de pessoas ainda está sem abrigo por causa da demora na distribuição humanitária de tendas e lonas, disse na sexta-feira a organização Médicos Sem Fronteiras.

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Isso afeta a dignidade das vítimas e cria o risco de propagação de doenças quando chegar a época de chuvas no Haiti, em abril, segundo Colete Gadenne, coordenadora de emergência da entidade no país.

"Estive em acampamentos onde as pessoas não têm absolutamente nada. Elas não receberam lonas ou tendas e nem estavam na lista (para receber)", relatou ela à Reuters. "É chocante e extremamente triste."

Segundo ela, os Médicos Sem Fronteira vão começar a distribuir abrigos para acelerar o processo.

Kirsten Knutson, porta-voz do Ocha (agência de coordenação humanitária da ONU), disse que a entidade pretende distribuir até abril tendas e lonas a todos os 1,2 milhão de desabrigados.

Até agora, segundo ela, só 41 por cento foram atendidos. "Continuamos empurrando as coisas porta afora o mais rápido possível", afirmou.

O terremoto de 12 de janeiro no Haiti matou até 300 mil pessoas, segundo o governo, e destruiu grande parte da capital e outras cidades.

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