Viena, 10 mai (EFE).- Cerca de 3 mil médicos e cientistas exigiram hoje, em Viena, que os cuidados paliativos e os tratamentos contra a dor sejam considerados direitos humanos fundamentais.

Esta reivindicação foi feita em uma declaração internacional conjunta de várias organizações, informou, em comunicado, Hans Georg Kress, presidente do 11º Congresso da Associação Europeia para Cuidados Paliativos, que terminou hoje na capital austríaca.

Mais de 3 mil especialistas de mais de 80 países discutiram nos últimos quatro dias os avanços científicos e a situação no cuidado e atendimento de pessoas com doenças graves sem perspectiva de cura.

Chegaram à conclusão de que, apesar dos muitos avanços registrados nos últimos anos quanto a cuidados paliativos, ainda é muito insuficiente o atendimento a doentes terminais e aos que sofrem e, por isso, opinaram que os Governos devem adaptar a legislação para melhorar a situação.

"Segundo os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da Jife (Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes), somente uma pequena minoria do mais de 1 milhão de pessoas que morrem semanalmente no mundo todo recebe cuidados paliativos para diminuir seu sofrimento", afirmou Kress.

O especialista explica que, "nos países em vias de desenvolvimento, onde vivem 80% da população mundial, são registrados apenas 6% do consumo mundial de morfina, uma das medicações mais importantes no tratamento paliativo e contra a dor".

"Defendemos um melhor acesso aos opiáceos e a outros remédios que são importantes no tratamento contra a dor e o controle paliativo de sintomas. Aqui também trata-e especialmente de formas adequadas de administração e de medicações adequadas, principalmente, para crianças", disse. EFE WR/an

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