Médicos dizem que Demjanjuk pode permanecer na prisão

Berlim, 13 mai (EFE).- O suposto criminoso nazista John Demjanjuk pode permanecer na prisão, porque seu estado de saúde não é preocupante, disseram os médicos que atendem os detentos na penitenciária de Stadelheim, em Munique (Alemanha).

EFE |

O estado de saúde de Demjanjuk, deportado na terça-feira dos Estados Unidos à Alemanha, "é melhor do que se pode esperar de uma pessoa de 89 anos", assinalou o subdiretor da prisão, Jochen Menzel.

Apesar de ressaltar que não há qualquer problema em deixá-lo na prisão, Menzel lembrou que sua avançada idade pode fazer com que sua saúde piore inesperadamente.

Enquanto isso, a procuradoria de Munique espera concluir em poucas semanas a acusação formal contra o suposto criminoso de guerra nazista.

Demjanjuk, de origem ucraniana e que agora tem 89 anos, é acusado de cumplicidade no assassinato de pelo menos 29 mil prisioneiros judeus como guarda no campo de extermínio nazista de Sobibor, na Polônia ocupada durante a Segunda Guerra Mundial.

O ucraniano nega qualquer colaboração com os nazistas, e alega que lutou nas fileiras soviéticas e foi capturado pelo Exército do Terceiro Reich, que lhe teve como prisioneiro até 1944.

Demjanjuk se encontra na mira dos tribunais há décadas. Em 1986, os Estados Unidos lhe extraditaram a Israel, onde em primeira instância foi condenado à morte por ser supostamente o guarda chamado "Ivan, o Terrível", do campo de concentração de Treblinka.

No entanto, a Suprema Corte israelense anulou a condenação em 1993, ao concluir que provavelmente ele não era "Ivan", que seria outro ucraniano.

Demjanjuk retornou então aos Estados Unidos, mas em 2005 um tribunal americano ordenou sua deportação, após concluir que foi um guarda nazista em outros campos de concentração.

No dia 14 de abril, agentes de imigração dos EUA lhe detiveram em sua casa, mas uma corte interrompeu o processo de repatriação em resposta à apelação do filho de Demjanjuk, que alegou que a deportação de seu pai constituiria "tortura", em razão de seus problemas de saúde. EFE jcb/mh

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