Washington, 19 jun (EFE).- Médicos americanos curaram um homem portador de câncer de pele mediante o uso de suas próprias células imunológicas (glóbulos brancos), segundo um relatório publicado hoje pela revista New England Journal of Medicine.

O tratamento de "autoimunoterapia" foi aplicado a um homem de 52 anos que sofria de câncer de pele (melanoma), segundo o relatório.

O documento foi preparado pelos oncologistas do Centro Fred Hutchinson de Pesquisas do Câncer, da Universidade de Washington, do Centro de Pesquisas Oncológicas do Instituto Ludwig e do Centro do Cancer Memorial Sloan-Kettering.

Após oito semanas do início do tratamento, o homem, que tinha perspectiva de menos de um ano de vida, já estava livre de tumores e não tinha sofrido efeitos colaterais, indicou o relatório.

"Desenvolvemos um método in vitro para isolar e multiplicar clones das células imunológicas CD4+ T", indicaram os cientistas.

"Injetamos essas células com melanoma metastásico refratário ao paciente, que não tinha sido submetido antes a um condicionamento prévio ou um tratamento de citoquina", assinalaram.

Segundo os cientistas, o tratamento experimental aplicado há dois anos demonstrou que as células CD4+ T injetadas no paciente produziram uma recuperação clínica duradoura e reações endógenas contra os antígenos do melanoma.

Fontes médicas indicaram que já se havia usado glóbulos brancos geneticamente alterados para o tratamento do câncer.

No entanto, assinalaram que esta é a primeira vez que se demonstrou que essas células imunológicas podem combater a doença com certo êxito.

No entanto, também advertiram que é preciso realizar novos testes para constatar que o tratamento é realmente efetivo e seguro.

"No caso deste paciente tivemos êxito, mas seria necessário confirmar a eficácia do tratamento em um estudo maior", assinalou o doutor Cassian Yee, do Centro Fred Hutchinson de Pesquisas do Câncer.

O melanoma é a forma mais comum e grave do câncer de pele.

Segundo números da Sociedade Americana do Câncer, somente este ano o câncer de pele causará 11.200 de mortes nos Estados Unidos.

EFE ojl/gs

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