Pequim, 24 jul (EFE).- Médicos do hospital Ditan, em Pequim, disseram a jornalistas locais e estrangeiros que usaram a medicina tradicional chinesa para curar 88 dos 117 pacientes afetados pela gripe suína que aceitaram se submeter a esse tipo de tratamento.

Segundo Wang Yuguang, responsável pelo hospital, dos 297 casos confirmados da gripe atendidos no local, 88 foram tratados com ervas, em um tratamento que "não provoca efeitos colaterais e é seguro".

Wang disse que o período de recuperação do paciente com o uso da medicina tradicional chinesa é menor, assim como o custo, de 12 iuanes (1,30 euro), em comparação com o preço do remédio Tamiflu, 56 iuanes (5,80 euros).

"Além disso, a vantagem é que os médicos podem receitar combinações de ervas diferentes de acordo com o estado de saúde de cada indivíduo", especificou Wang.

Desde o dia 15 de maio, os responsáveis do hospital Ditan, um dos designados para tratar os pacientes da gripe na China, começaram a utilizar uma combinação de medicina tradicional e Tamiflu em um paciente.

Ao comprovar a efetividade do tratamento, passaram a utilizar apenas as ervas com os pacientes que chegaram depois.

No entanto, Sha Dahai, do Hospital de Medicina Tradicional Chinesa do distrito de Chaoyang de Pequim, disse à Agência Efe que o uso desse tipo de técnica é mais efetivo nos estágios iniciais da doença por causa de seu cunho preventivo.

Até agora, a China registrou 4.018 casos da gripe, sendo que a maioria dos pacientes contaminados pelo vírus A(H1N1) já recebeu alta.

A primeira morte em decorrência da doença foi registrada neste mês em Hong Kong. A vítima foi um homem de 42 anos.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE rat/bba

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