Médicos associam dano renal à gripe suína

WASHINGTON (Reuters) - Pacientes que ficaram gravemente doentes no ano passado com a gripe H1N1, a dita gripe suína, em geral desenvolveram insuficiência renal, o que agravou suas enfermidades e elevou gastos, disseram pesquisadores canadenses na quarta-feira, num encontro da Fundação Nacional do Rim. Por isso, os médicos precisam ficar atentos para danos renais em pacientes internados com a gripe pandêmica. É preocupante que tanta gente tenha tido alguma forma de lesão renal, embora a maioria seja reversível, afirmou Manish Sood, da Universidade de Manitoba, Winnipeg, em nota.

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A equipe dele examinou os casos de 47 pacientes em estado crítico, todos com infecção confirmada pelo vírus H1N1, que haviam sido internados em sete UTIs de Manitoba, uma província no oeste do Canadá.

Dois terços deles tiveram lesão renal ou falência renal. Em 11 por cento dos casos houve necessidade de diálise, e 16 por cento morreram.

"Os pacientes que chegam à UTI com uma doença crítica e que também têm uma lesão renal permanecem mais tempo, consomem mais recursos e têm uma chance muito maior de morrerem", afirmou o especialista.

A gripe suína surgiu há um ano nos EUA e México e em seis semanas se espalhou pelo mundo, matando milhares. Ela atinge principalmente crianças e jovens adultos.

A Organização Mundial da Saúde diz que a gripe é tão grave quanto as pandemias de influenza de 1957 e 1968, e que continua sendo uma ameaça, especialmente para jovens adultos saudáveis.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA estima que a gripe H1N1 tenha matado 12 mil norte-americanos e levado a mais de 265 mil internações.

Qualquer infecção séria ou doença grave pode provocar lesão renal, disse Sood, acrescentando que infecções virais, como a da gripe, também provocam efeitos musculares. Os rins são danificados porque filtram as células musculares desagregadas.

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