Médicos acusados de atentado em Londres teriam fugido em triciclo

Londres, 10 out (EFE).- Dois supostos terroristas fugiram em triciclos após colocar dois carros-bomba no centro de Londres, sustentou hoje a acusação no julgamento contra dois médicos que respondem por atentados fracassados contra a capital inglesa e a Glasgow, na Escócia, no verão passado.

EFE |

O iraquiano Bilal Abdulla, de 29 anos, e o agora falecido Kafeel Ahmed, de 28, estacionaram um dos veículos, um Mercedes verde, fora do clube Tiger Tiger, e o outro, um Mercedes azul, em frente a uma parada de ônibus durante a madrugada de 29 de junho de 2007, acrescentou.

No dia seguinte, Abdulla ia de passageiro no jipe incendiário conduzido pelo também médico Ahmed, que tentou penetrar no principal terminal do aeroporto de Glasgow.

Abdulla está sendo julgado em Londres junto ao neurologista jordaniano Mohammed Asha, de 28 anos, ambos acusados de conspirar para causar explosões.

Asha, considerado o cérebro da operação, e Abdulla, que trabalharam em hospitais públicos no Reino Unido, negam as acusações.

Durante a audiência de hoje, foram mostradas imagens em que Ahmed, de origem indiana e que morreu em 2 de agosto de 2007 em conseqüência das queimaduras sofridas no ataque de Glasgow, tratou de bater o veículo contra a terminal do aeroporto escocês.

Os dois carros-bomba colocados no centro de Londres, carregados com bujões de gás, gasolina e cravos, não chegaram a explodir porque os dispositivos de detonaação não funcionaram adequadamente, segundo o promotor, Jonathan Laidlaw.

Ele disse ao júri que os dois homens foram captados pelas câmaras de segurança quando fugiam no triciclo na madrugada de 29 de junho de 2007.

O carro-bomba estacionado na porta do Tiger Tiger foi descoberto quando os trabalhadores do clube noturno, onde havia centenas de pessoas, chamaram uma ambulância para que atendesse um cliente que tinha caído pelas escadas.

O outro veículo permaneceu estacionado por uma hora enquanto as pessoas esperavam os ônibus noturnos até chamar a atenção de um controlador de estacionamento, que ajudara a Polícia a isolar a zona após o descobrimento do primeiro carro.

Além de Abdulla e Asha, foi detido pelo caso o irmão de Kafeel Ahmed, Sabeel Ahmed, de 26 anos e ex-médico do NHS, que em maio foi deportado à Índia após haver sido condenado em abril a 18 meses de prisão por ocultar informação.

Outros detidos são Mohammed Hannef, indiano de 27 anos que tinha trabalhado para o NHS em Cheshire e foi capturado na Austrália, e a esposa de Mohammed Asha, Marwah Dana Asha, de 27 anos e ex-técnica de laboratório do NHS.

O fato de que os detidos fossem médicos ou estudantes de Medicina levou a imprensa britânica a batizar o caso de "complô dos médicos".

EFE ep/jp

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