morta em Teerã durante um protesto contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, foi baleada por um membro da milícia islâmica Basiji, declarou o médico iraniano que tentou salvá-la." / morta em Teerã durante um protesto contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, foi baleada por um membro da milícia islâmica Basiji, declarou o médico iraniano que tentou salvá-la." /

Médico iraniano acusa milícia de Teerã por morte da jovem Neda

LONDRES - A jovem Neda Agha Soltan, http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/06/22/jovem+morta+em+protesto+vira+simbolo+da+revolta+no+ira+6879953.html target=_topmorta em Teerã durante um protesto contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, foi baleada por um membro da milícia islâmica Basiji, declarou o médico iraniano que tentou salvá-la.

Redação com agências internacionais |

Arash Hejazi, estudante em uma universidade inglesa e amigo do escritor brasileiro Paulo Coelho , declarou à BBC que, pouco depois de a jovem - que se tornou desde então o símbolo dos protestos - ter sido atingida por uma bala no peito, os manifestantes identificaram o atirador, que seria um membro da milícia fiel a Ahmadinejad.

As imagens de um vídeo amador, que mostravam a morte de Neda e foram amplamente divulgadas na internet, suscitaram uma onda de comoção em todo o mundo. Nelas, a jovem aparece caída ao chão, de olhos abertos, com sangue saindo de seu nariz e sua boca.

Nejazi contou que tinha ido assistir a uma manifestação com amigos em Teerã. "A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo contra as pessoas, e as motos investiram contra a multidão. Ouvimos um disparo. Neda estava de pé, a um metro de mim. Estávamos lá e, de repente, me virei e vi sangue jorrando do peito dela", relatou.

"Vi o ferimento logo abaixo do pescoço, com o sangue saindo. Entendi que a aorta tinha sido atingida, assim como o pulmão. Pressionei o ferimento para tentar estancar a hemorrragia, mas infelizmente não funcionou, e ela morreu em menos de um minuto", explicou.

De acordo com Hejazi, os manifestantes avistaram um miliciano em uma moto, partiram para cima dele e o desarmaram. "Ele gritava que não queria matá-la", afirmou o médico, acrescentando que as pessoas não sabiam o que fazer com ele e o deixaram ir embora, ficando, porém, com seus documentos.

Na quinta-feira, a agência Fars afirmou que a jovem foi morta por um indivíduo que abriu fogo contra várias pessoas com uma arma de contrabando na rua Karegar.

Nesta sexta-feira, vários iranianos se reuniram no cemitério de Behesht-e-Zahra, em Teerã, para orar no túmulo de Neda, relataram testemunhas. O túmulo estava coberto de flores de todas as cores e de várias velas.

"Que crime cometeu essa moça?", perguntou uma jovem, com lágrimas nos olhos. "Reze por nosso futuro", disse outra mulher, cujo filho usava uma munhequeira verde, a cor do candidato Mir Hossein Moussavi.

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